Lembretes:

Você é importante, suficiente e necessário. 

Você foi agraciado com o dom da vida. Você se basta, você é sua própria alma-gêmea e, por isso, não tenha medo dos dias solitários, dos dias ruins, dos dias… Você é incrível e os dias esperam por você e por toda a sua bagagem criada até aqui. Avante!

–  As coisas vão acontecer pra você, no tempo certo, verá. 

Não adianta se espernear, não adianta pensar em desistir e nem sofrer demais, tudo vai se ajustando aos pouquinhos e os caminhos vão surgindo, as dores de agora fazem parte do processo de crescimento, elas são necessárias. No momento certo as coisas acontecerão, o universo é sempre certeiro. Sempre certeiro.

– Você tem ido bem.

Você tem ido muito muito MUITO bem, mesmo que você ache que não. Só você sabe dos seus conflitos internos, você não acha eles angustiantes? Pois bem, todo mundo ao redor está com alguma inquietaçãozinha no peito, tá todo mundo tentando e eu sei que você também. Parabéns, você tem ido muito bem. Lembre-se sempre pelo que você tem lutado.

– Você precisa olhar pra você com afeto.

“É que um carinho às vezes cai bem”, na verdade, não só às vezes. Se enxergue com sensibilidade e perceba o que lhe cai bem, o que te traz paz e deixe de lado o que te agride (ou o que pode vir a te agredir). Tenha afeto e carinho no peito para com você, se cuide e se ame, é revolucionário.

– Dias ruins não definem toda a sua existência.

Nem só de alegrias se vive a vida. Os dias ruins estarão no álbum da memória de todos os seres humanos, acontece. Não deixe que os dias ruins tomem conta de quem você é e nem ache que eles definem o que você significa no mundo, passe por eles com sabedoria e cuidado.

– Você tem cuidado do coração alheio com esmero.

Eu sei que você abriu mão de muita coisa, eu sei que você pensa com ternura em alguém. Eu sei que você pensa no que é melhor pra todo mundo, mesmo que às vezes seja interpretada de maneira errônea, eu sei que você é uma boa pessoa. Você evita machucar, parabéns por não pensar só em você. Afeto genuíno.

– O universo agradece a você.

O universo está de prontidão te observando em seu caminhar, ele agradece por você fazer parte de si. Agradece a gentileza, o cuidado, a luta, o choro, as risadas escandalosas, o olhar que brilha, as divagações e esperanças, o universo agradece sua existência do jeitinho que você é e te auxilia no crescimento. O universo te diz “você é vasto, é gigante! Se expanda! Se reivente, se ame. Eu te agradeço por existir.” Agradeça por existir também.

Se chegou até aqui, estava precisando de ler isto. Haha ♡

Livro: As cidades invisíveis – Ítalo Calvino

O autor Ítalo Calvino, conhecido por suas obras que perduram com um realismo mágico, publicou “As cidades invisíveis” em 1972.

Essa leitura estava pendurada há um bom tempo por aqui, finalmente cheguei a sua conclusão, e posso dizer que, Calvino consegue transportar o leitor a uma fantasia não-fantasiosa, nos fazendo viajar por esses lugares por vezes mágicos e, no entanto, velados com alguma crítica cotidiana, as cidades invisíveis são sim cidades reais, com conceitos reais, elas acabam por ser esse nosso mundo, embora sejam cidades que não poderiam vir a existir, já que todas desafiam os princípios lógicos e físicos da nossa realidade.

As cidades invisíveis numa impressão sem ambições, nos convida a conhecer brevemente cinquenta e cinco cidades que carregam nomes de mulheres e que são intercaladas com conversas entre os dois homens: Marco Polo e Kublai Khan. Onde durante o século XIII, o viajante Marco Polo narra a seu soberano, Kublai, as cidades que conheceu durante as suas viagens, cidades caracterizadas metaforicamente e de modo totalmente subjetivo.

Calvino usa uma linguagem muito simples e com um tom fabulado, que faz com que a leitura aconteça num piscar de olhos, você termina com a sensação de que leu algo muito especial – de fato leu.

A leitura é um prato cheio pra quem busca apreciar a beleza das palavras e dos cenários que podem ser proporcionados por elas e, a análise, o significado alegórico que carregam os textos escritos ali.

Ler, reler, pensar, saborear e citar, são processos que todo leitor dessa obra-prima acabam por vivenciar durante a leitura, não é a toa o sociólogo Zygmunt Bauman chegou a citar a cidade de Leônia na sua obra “Amor-liquido: a fragilidade dos laços humanos”  (outra leitura pendurada por aqui, risos nervosos), para falar sobre como os habitantes dessa cidade criada por Calvino,  procuram “desfrutar coisas novas e diferentes” a cada novo dia e, no dia seguinte, se desfazem dessas coisas, se parecem eles com nossos habitantes desse mundo real? Segundo Zygmunt, nesse mundo moderno as pessoas se dizem preocupadas em se “relacionar”, mas na verdade estão mais preocupadas em evitar relações, descartando elas facilmente, tá aí uma analogia, mas você como leitor pode e deve concluir o que sua interpretação proporcionar, à respeito dessa e das outras cidades invisíveis.

A leitura é sem dúvidas uma viagem excepcional, vale a pena essa road trip.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ouça Renato Godá

Renato Godá é um cantor paulistano, cantor independente, do tipo que nem sequer você encontra Wikipédia a respeito.

Sempre achei válido destacar e compartilhar artistas que a gente escuta e pensa “caramba, todo mundo precisa ouvir isso antes de morrer!”, principalmente quando esses artistas trabalham de maneira independente e, por isso, quase não tem o reconhecimento devido. Incentive os pequenos que são gigantes! Obrigada, de nada.

goda1

Renato Godá me encantou de primeira, a primeira canção que ouvi dele foi “Nômade” do álbum que leva o mesmo título (último álbum lançado), depois veio “C’est la vie” e eu simplesmente disse: Já chega, quero morar na voz e nas letras desse homem.

C’est la vie está no álbum “canções para embalar marujos.” (meu favorito), e o outro album dele é “Eu nao mereço seu amor.”

O Renato por vezes em suas letras parece o vagabundo pós-modernismo, aquele típico cara cheio de filosofias libertárias, com um whisky na mão e cigarros também, que ama observar as estrelas e tem referências mil.

Lembrei um pouco da áurea bukowisk, Quintana e Foucault. Enfim, ele merece ser ouvido.

Vou deixar as favoritas por ordem de favoritismo:

1- C’est la vie

2- Chanson D’ amor

3- Eu sei

4- Nômade

5- A vida é uma festa

6- Vou ficar

7- Sem querer te transformar

Agora chega, se não coloco a discografia inteira, mas sério, vocês precisam dar uma chance.

Beijos!

Florence + The Machine – High As Hope

O quarto álbum de estúdio da Florence chegou – nesta sexta-feira 29 – com um tom mais enxuto e bem menos “louca-feiticeira“, o álbum traz histórias mais pessoais da cantora, com um discurso bem mais próximo do público e bem mais compreensível, deixando as metáforas de lado. É um álbum bem pessoal (o mais pessoal da carreira dela), ela deixou as metáforas para falar o que realmente queria falar, suas histórias de superação, pedidos de desculpas, seus fantasmas do passado…
A primeira canção que ouvi desse novo álbum foi “Hunger” e grudou feito chiclete na minha cabeça, a música que se tornou single traz couro soul e palminhas, além disso ela relembra do disturbio alimentar na adolescência e aproveita para falar sobre como somos “famintos” por amor.
Aos 17 anos eu comecei a parar de comer / Achei que o amor era um tipo de vazio

Big God é uma das minhas favoritas, isso porque a Florence retorna um pouco ao seu modo deusa-louca usando piano e gritinhos, além disso ela ainda fala sobre Jesus Cristo e consequentemente sobre amor.

 “você precisa de um deus grande o suficiente para abraçar seu amor“.

June é uma música que toca suavemente e tem uma letra bonitinha, ela canta sobre “amor se tornar um ato de resistência.
Em 100 years, Florence volta a harpa e a música flui delicadamente até abrir espaço para um discurso mais empoderador e, de uma maneira mais intensa, com acordes mais vibrantes.
Florence Welch diz que esse foi o primeiro álbum que ela gravou totalmente sóbria e, recentemente, deu uma entrevista falando sobre seu problema com álcool e como o superou.

O fato é que “High As hope” é melódico em todo seu caminhar, um álbum completamente firme em seu desenvolvimento, sem deixar de lado a marca do grupo – especialmente da Florence. Misticidade do som.

Um tom mais pop barroco, com harpas e piano, e obviamente, com a voz inconfundível e única da Welch. O álbum já é um hit no meu coração, o tipo de álbum que não têm música enjoativa ou repetitiva, Florence sabe mesmo a fórmula do sucesso. Então, paz e amor pra todos nós, apenas.

Um dia cinza e uma flor

Eu não sei você caro leitor, mas eu sempre me sinto inspirada em dias cinzas lá fora, não sei se é porque meu peito é meio cinzento ou se é só o modo como o frio e as nuvens densas e pesadas ficam me encarando e encarando… elas parecem dizer baixinho e sereno “eu te entendo, eu te entendo…”
Bom, o fato é que, estava chegando de uma rápida viagem neste sábado cinzento, cansada estava eu, e no meio do caminho – Não tinha uma pedra. Tinha um girassol. Isso, um girassol.
Normalmente eu teria apenas olhado para o girassol e dito “Que Lindo!” daí seguiria viagem para casa, mas como eu disse, o dia estava cinza e, também, tocava The Smiths nos meus fones de ouvido, parei para apreciar o girassol.
Notei cada pequeno detalhe daquela flor tão estonteante e pensei: Meu Deus, este girassol sou eu.
Era uma flor linda, como todo girassol, tudo bem, há quem não ache boniteza alguma num girassol – vejam só, não dá pra agradar a todos, mas caramba, é um girassol – algumas pétalas estavam arrancadas e mesmo assim ele crescia em um terreno infértil e no meio do concreto rochoso da cidade… Viu só?
Já parou pra pensar como muita gente, talvez você seja assim, como esse girassol? Gente bonita por fora e por dentro, gente que cresce em solo infértil? Foi mastigado, triturado, perderam pedaços e foram pisados pela vida – situações, pessoas e até por si mesmo.
Gente que apesar disso tudo, resiste a cada sol raiando ou dia de chuva, gente que mesmo sentindo o peso dos machucados escolhem ser sensíveis e gentis, não porque acham que devem esconder suas feridas e parecer felizes, mas porque o sangue pulsa poesia por todo lado, e sabem o quanto a gentileza torna o mundo melhor.
Fui lá e postei a comparação no Instagram stories, sabe como é a vida moderna, a necessidade constante de mostrar ao mundo o nosso olhar sobre ele, por vezes bom e ruim, mas tudo bem, isso é assunto pra outro texto, o que acontece é que recebi várias mensagens sobre o girassol “Que lindo, Maby! Tirasse tanta poesia do girassol”, “pesado!” e uma das mais interessantes “Talvez esse girassol só precise de cuidado.” Sabe de uma coisa? Esse girassol precisa sim de cuidado. Não necessariamente que alguém cuide – isso também é bom – mas eu e você girassóis, precisamos nos regar um cadinho, sair pra tomar um sol, iluminar nosso redor com uma boa luz – a que vem de dentro.
16° graus Celsius, o dia está cinza novamente enquanto estou a escrever isso, e eu estava cá ouvindo uma música do danado do Alceu Valença, me preparando para sua apresentação de logo mais, e os versinhos ecoando “gira, gira, gira, gira, girassol…um girassol nos teus cabelos” e, bom, me veio a vontade de lembrar do dia em que tinha um girassol no meu caminho, e deixar gravadinho neste texto, pra que eu possa nunca esquecer o quanto ser sensível é um privilégio e ser gentil é uma dádiva, crescer significa resistir e tentar: tentar ser melhor a cada dia que passa. Estamos florindo, cada um a sua maneira e intensidade.

20180626_112032_0001

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 cenas de filmes clichês

Eu sou aquela pessoa super (mas não tanto) consciente, que no fundo sabe que o amor romântico criado e disseminado por Hollywood é uma farsa e só serve pra nos deixar frustradas com a realidade. Eu sei, eu sei – Fato.

Mas, não adianta, eu adoro ver filmes teen bem clichezentos “Que saciem todos os meus desejos adolescentes incubados.”  (rindo de nervoso).

Separei cinco cenas bem fofas, que pelo amor, não tem como não se derreter com as palavras e até aprender alguma coisinha pra vida, vai!

1- Simplesmente acontece 

“Escolher a pessoa com quem você quer dividir a sua vida é uma das decisões mais importantes que, qualquer um pode fazer, sempre…”

 

2- A culpa é das estrelas

“Alguns infinitos são simplesmente maiores do que outros…”

3- Como eu era antes de você 

“Viva intensamente, Clarke. Supere seus limites, não se acomode…”

4- As vantagens de ser invisível 

“E, nesse momento, eu juro: nós somos infinitos.”

5- 10 coisas que eu odeio em você 

“Odeio quando me faz rir muito mais quando me faz chorar, odeio quando não está por perto…”

 

Bônus: Marley & eu 

Esse não é clichê – É amor real mesmo hahaha.

“Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre (…) Dê seu coração pra ele e ele lhe dará o dele.”

A onomatopeia do medo

Eu sempre tive medo de altura, do escuro e até mesmo de imagens fantasmagóricas que poderiam surgir no sombreamento das luzes durante a noite, mas nada se comparava ao medo que eu tinha do tempo ocioso, do tempo que suga e nada repõe, apenas do tempo…

Não era neurótica a ponto de temer a idade avançando e pelas rugas que iriam surgir, ou mesmo, pelas coisas as quais não teria mais tanto vigor a fazer – Piscina de bolinhas, cama elástica. A gente supera com o – tempo.

Tão pouco me importava com a morte. Na minha cabeça já havia enfiado: “Todos nós vamos morrer, faz parte. Vai acontecer.” Nem vale o aborrecimento.

Eu tinha medo era de não aprender nada com o tempo que eu tinha e nem sabia sua quantidade, ou de não usá-lo de maneira satisfatória. Mas satisfatória pra quem?

É…

O mundo moderno é excitante de várias formas, mas ao mesmo tempo, toma um bocado de TEMPO. Esse mundo moderno, me infantiliza mais do que eu gostaria e deveria ser, fico com medo disso e daquilo, são tantas opções e se não for isso? Vou precisar fazer tudo de novo? tic-tac tic-tac…

Então eu ouço as pregações de moral, e ouço conselhos que são ótimos: Na teoria.

Eu penso um zilhão de coisas aqui e acolá, faço centenas de trajetos e planos para organizar meu tempo futuro – aquele que eu nem sei se virá – e assim a vida segue. Mas segue mesmo? Aquela voz interna bem sabida fica a espreitar.

Também não era tola, sabia que o tempo era precioso, que a vida de nada valia sem que a gente vestisse gargalhadas espontâneas e tivesse alguém pra abraçar em dias ruins – hoje, aqui e agora. Presente. – Sabia que o prazer inefável da vida estava em pequenas coisinhas, verdadeiras. E essa talvez seja a maior definição de um “Maluco beleza” dito pelo Raul. A gente têm consciência de tanta coisa e ao mesmo tempo, a loucura parece querer nos sucumbir por completo.

Oras, eu ainda não sei dizer de certo qual é realmente minha cor favorita, nem escolher a música preferida, nem mesmo sei definir o sabor de sorvete que me faz lamber os dedos – essas coisas tão bobas e clichês, não sei. – Mas, me pergunte meus medos, e eu sempre irei dizer: O tempo me causa arrepios, estalos por todo corpo. O quê eu faço com ele? Tic-tac tic-tac…

 

Ouça Olivia O’brien

Conheci O’brien após ouvir a música ‘i hate u i love u’, e me apaixonei pela música e pela voz dela. E assim fui em busca de mais músicas dela, e adorei mais ainda.

Olivia O’Brien é uma cantora e compositora norte-americana. É conhecida por sua colaboração com Gnash em “i hate u, i love u”, canção que esteve colocada entre os dez postos da Billboard Hot 100. Em 2016, lançou seu single de estreia “Trust Issues” e duas faixas seguintes, “Root Beer Float”, com participação de Blackbear, e “Find What You’re Looking For”.

Irei falar de algumas músicas da Olivia que eu realmente gostei, e me deu vontade de compartilhar  com vocês, e vou começar com uma da minhas preferidas que é “trust issues’.

TRUST ISSUES

Trust issues definida como uma canção de empoderamento, O’Brien disse que fala “para as garotas e qualquer pessoa que não quer ser tratada como sendo menos do que um cara ou qualquer pessoa que tenha dificuldade em obter auto-estima sem a aprovação de outra pessoa”.

“Estou apenas deixando você saber que estou emocionalmente indisponível
Eu adoraria retribuir seu amor, mas eu sou incapaz”

 

FUCK FEELINGS

“Fodam-se os sentimentos, juro que essa merda arruinou minha vida
Tudo que eles sempre fazem é desperdiçar meu tempo”

 

TEQUILAWINE

“Misture essas bebidas até você ficar sem foco
Então eu nem percebo
Mistura essas bebidas até que seja uma visão borrada”

 

FIND WHAT YOU’RE LOOKING FOR

 

 

Eu sempre soube que você seria aquele que iria
Me derrubar, não, não é divertido.

NO LOVE

“Disse que precisava de mim, mas acho que você não precisa mais
Porque você conheceu alguém melhor agora você está saindo pela porta, sim”

 

I HATE U, I LOVE U

 

“Eu sinto sua falta quando não consigo dormir
Ou logo depois do café
Ou quando eu não consigo comer”

 

EMPTY

“Queria poder apagar minhas memórias, assim eu poderia parar de me sentir tão vazia
Eu queria que essa merda não fosse tão tentadora”

 

RIP

 

“Juro que é como se eu nem te conhecesse
Sim, eu sinto falta do antigo você”

 

Espero que gostem ❤

 

Um tempo para as pequenas coisas

Okay, aqui vai um post com atividades bem prazerosas e, melhor, ao alcance da gente num estalar de dedos.

Garanto que fazer pelo menos uma dessas atividades na sua semana, irá te render uma energia inebriante, uma sensação de paz e felicidade instantânea.

1- Caminhar na natureza (ou pelo menos perto).

Muita gente tem ficado cada vez mais enclausurada em casa, no trabalho, na “internet” etc e isso pode até soar clichê, mas contemplar a beleza dos fenômenos naturais é uma sensação que não se pode deixar de lado. Desafio você a sair pra contemplar as flores, o canto dos pássaros pela manhã (manhãzinha mesmo) ou observar um pôr do sol, um céu estrelado, o barulho do mar e as ondas batendo nas rochas (pra quem vive no litoral), só contemplar (e por que não se exercitar também?!). Ah, vai! Na sua cidade tem pelo menos uma pracinha arborizada e cheia de florzinha.

Ps. Costumo fazer isso com fones de ouvido e música, pra mim, fica ainda melhor.

2-  Tenha conversas profundas com seus amigos 

Marcar aquela tarde/noite com os amigos é sempre adorável, não importa se só tem um ou dois, o que importa é ter um amigo e ser ao vivo e a cores (risos), você se lembra da sensação? A sensação de conversar com seu melhor amigo e de repente estarem travando conversas tão galácticas, conversas que só são possíveis quando você está com alguém em mesma sintonia?! Pois é! É sempre bom juntar as paranóias, os traumas, as referências, os debates, as gargalhadas e os sonhos com nosso “mais que amigos, friends!” (manjada, eu sei! Não resisto).

3- Faça algo mesmo que você ache que não é bom nisso. 

Já fez alguma coisa por hobbie mesmo sem achar que “prestasse”? Se não fez, deveria.

O barato de fazer uma coisa inusitada, é fazer por diversão. Eu mesma, não acho que escrevo lá essas coisas, mas adoro fazer isso porque me entretém e faz minha imaginação voar. Você não precisa ser um Renoir,  Gogh ou Tarsila, pra se jogar na pintura (inclusive, estou testando aquarelas e é MUITO terapêutico e divertido), você não precisa ser um artista renomado pra tentar qualquer coisa que aflore sua sensibilidade e desperte diversão. Vai lá!

4- Leia livros e assista filmes

Clássica. Talvez a que não seja tão descartada por vocês, mas é sempre bom lembrar que um bom livro ou um bom filme tem um poder enorme de nos proporcionar prazer e sabedoria.

Como sei que é mais fácil… Vou tomar a liberdade de deixar cinco filmes que são ótimos pra despertar a sensibilidade.

>1- Na natureza selvagem (sobre o sentido da existência, viagens etc) 2- O fabuloso destino de Amelie Poulain (Sobre o amor)  3- Frances Ha (sobre sonhos) 4- Uma beleza fantástica (sobre amizade) 5- Mesmo se nada der certo (Sobre música e perdas).<

5- Cante alto e dance loucamente.

Okay, esse não precisa de platéia, só de você e sua empolgação. Colocar os fones e deixar sua música favorita no último volume é a receita certa para o show começar  (pode até ser embaixo do chuveiro, ok), o importante é se permitir ser contagiado pelo simples fato de poder cantar a todo pulmões e dançar porque a sensação é ótima. Lembre-se, você tem um corpo em funcionamento e isso é um milagre da vida. Aproveite!!!

6-  Faça fotografias.

Que tal começar  a documentar o cotidiano? Tirar fotografias só pra captar os detalhes, os dias bonitos e as pessoas que ama? A beleza das pequenas coisas… Já pensou, lá na frente você terá um punhado de retratos de uma época que trouxe inúmeros aprendizados e belezas. Vai lá, usa mesmo o celular ou uma câmera de última geração, o importante é clicar.

7- Abrace quem você ama.

Isso vale desde sua mãe até seu animalzinho de estimação. Um abraço de quem se ama pode apaziguar um coração revolto, uma mente pertubarda, um dia caótico… (confesso que preciso melhorar isso, não sou muito de abraços, mas já senti os benefícios deles haha), então tá esperando o quê pra abraçar alguém inesperadamente?

8- Cuide de você mesma.

Por último, mas não menos importante. Cuidar da gente mesmo é algo que não devemos deixar de lado N-U-N-C-A. Averiguar sempre como anda sua saúde, cuide da sua alimentação, tire um dia na semana só pra se cuidar (SPA, relaxar, tomar chá, ler Gibi, assistir talk show, testar uma nova cor, tomar sorvete, fazer brigadeiro…), BEBA MUITA ÁGUA, vá a festas, dê presentes pra si mesma e por aí vai.

Bom, é isso! Amo vocês e desejo dias abençoados! ♡

 

Não leia rapidamente- TCD

Eu sei que o dia dos namorados já passou, mas eu sempre sou (A) atrasada. Decidi compartilhar com vocês um texto maravilhoso do livro “textos cruéis demais para serem lidos rapidamente” (eles tem página no Facebook, site e ig), esse vai especialmente pros solteiros que ainda não encontraram seu par!

Gente, sério, não esperem menos do que isso. Obrigada, de nada. Leiam e sejam salvos por esse texto. Bye.

Vinte e seis

“você vai encontrar alguém que goste de você. daquilo que você é, da sua imagem interna e externa, de tudo que você carrega como bagagem emocional, física e psíquica. alguém maduro o suficiente pra não te empurrar pra esses joguinhos afetivos. alguém maduro o suficiente pra te lembrar que o amor se constrói juntos, mas que antes disso vem o próprio, que se constrói a duras penas. alguém que vai rir da maneira como você toma sorvete. alguém que te levará a todos os cinemas alternativos da cidade. alguém que fará da sua própria casa um cinema alternativo para vocês dois. alguém disposto a lutar por você. não porque relacionamentos são batalhas e o amor, uma guerra; mas porque é bom diminuir o orgulho, pedir perdão e dizer “fica, por favor, fica”. alguém sem melindres, limpo dessa sujeira que a gente tá construindo: se ele não vier falar comigo, eu não vou. se ele não demonstrar nada, eu também não demonstro. alguém livre dessas convenções sociais tão, mas tão tristes, que no final das contas tem apartado uns dos outros de estarem bem, quem sabe felizes, até mesmo unidos.

alguém que vai ouvir toda playlist que você fizer pra ele. e te pedirá pra fazer outras, porque há gosto e vontade de ouvir. alguém que, igualmente, crie playlists e te mande músicas aleatoriamente. porque, quando não há papo, há pelo menos música. alguém que não goste de ir e vir toda hora, mas sim vir e estar. porque muita gente se acostuma com à ideia de ir embora como uma desculpa pra não estreitar laços, estendê-los ou fincá-los. alguém que goste do seu cabelo pela manhã, da cor das pálpebras, da largura das costas enquanto você dança pela rua, do seu jeito de falar sobre cinema brasileiro, da textura da voz cantando Gilberto Gil, alguém que vai te olhar nos olhos e pedir perdão pela dor causada. alguém honesto o suficiente pra te fazer ficar. alguém que te lembrará diariamente o quão maravilhoso, forte, brilhante e inteligente você é. alguém que, sem rodeios, vai dizer que te ama. alguém que se esqueceu do relógio social pra se expressar e se expressa assim mesmo.

que vai te carregar no colo por pura espontaneidade. alguém capaz de enxergar a dor em você e querer cuidar dela. não como se fosse um herói ou o salvador; mas sim como quem diz: “ei, eu estou aqui, você não precisa carregar isso sozinho”.
um dia você encontrará alguém que te lembrará o porquê de você ter estado sozinho por tanto tempo. e você vai agradecer por ter estado sozinho por tanto tempo. alguém que vai te fazer agradecer todos os dias: a companhia, o tato, a simplicidade, a ternura e o afeto. alguém que vai saber do centímetro dos seus pés, da espessura da sua solidão em dias mais ocos, da profundidade das cicatrizes que você carregou por tanto tempo sem esperar que um dia alguém te ajudasse na cura. não que esse alguém vá te ajudar a superar a tudo e todos; é só que esse alguém está disposto, e estar disposto, a essa altura da vida, diz muita coisa. diz que o peito ainda inflama por pequenezas. que ainda existe o desejo de amar, porque amar ainda é o que de mais revolucionário pode acontecer no mundo, diz que, embora o caminho da entrega seja tortuoso, lá na frente valerá. Aliás, não só lá na frente. aqui, agora, também.

você vai encontrar alguém que assista a todas as suas séries desconhecidas. e ele vai gostar delas. alguém que não vai reparar no seu nariz maior do que a média, nem vai se importar se o seu corpo é um espaço para caminhos um tanto quanto indesejados. alguém que te levará a festas, mas que também fará carnavais particulares e bem mais barulhentos dentro de você. alguém capaz de retirar o peso do mundo dos seus ombros e que não humilhará a sua essência mais densa e cheia de farpas. pelo contrário: erguerá um altar para sua sensibilidade ter onde dormir. alguém que te entregue uma adrenalina no peito e que a tome de você no instante exato em que descobrirem o centro do universo um do outro. será você voando pelo céu de um amor bom.

alguém capaz de te fazer transbordar na mesma medida em que te fará perceber que você, por si mesmo, é apto a ser feliz e completo, que não vai expropriar aquilo que você é, mas sim acrescentar pele, osso e músculo.
alguém que vai entregar o coração a fim de que você receba oxigênio, quem sabe amor, até vida. e que não vai ser leviano, afinal, ao perceber que mesmo assim pode acabar. alguém que saberá a hora exata de partir e não fará desse fato uma tentativa de te partir. alguém que pode aparecer amanhã, daqui a dez anos ou mais, ou que pode não vir,

porque talvez ele seja você”.

 

Outono, 2018.

Acordou naquele dia úmido e, no entanto, solar. Era outono e a brisa morna soprava em sua janela e trazia lembranças das quais ela forçava a esquecer, era como se fosse uma luta invencível.
Existia uma melodia que tocava penosamente e a transportava, existia um programa de TV e um aroma familiar como se fossem sândalos cor-de-violeta imersos num copo d’água que ela forçava a beber e, era tudo mágico dentro daquela sua cabeça de vento, e aquilo tudo a levava até o gosto adocicado que ainda insistia em existir em sua boca e o acolhimento de seu coração – um falso passado –  e ela olhava em descrença para seu próprio reflexo no espelho, como era possível ser assim… Assim tão gentil com os demais e tão maldosa consigo mesma… assim cheia de vida por fora e a se matar por dentro, como podia Deus, como podia?
Abria os braços tentando alcançar o sol e sentir os batimentos cardíacos, e ouvia o som dos pássaros lá distante e as casas silenciosas, e parecia sozinha mas não estava, nunca estava sozinha e disso sabia, mas era tão tonta que, ficava a lembrar das coisas que já se passaram, era tão tonta que acreditava nas suas próprias desculpas, nada superava. E desacreditada das novas coisas, fechava–se…
Vez ou outra durante o dia encontrava alento em novas canções que a deixavam flutuar para lugares nunca antes alcançados, e dançava para fazer o corpo sentir o vento e os pés sentirem o toque da terra macia, era sempre tão anormal ser assim… Os outros, os outros pareciam tão distantes.
Havia se dado ao luxo de se amar, ainda assim, era tão caro…Mas a liberdade dançava solta naquela manhã azul e o cheiro do sonho, que parecia mato verde e terra-molhada, ficava ali encarando à sua face pálida, na indivisível sensação de que o tempo voa e ela precisava voar junto com ele.

Ao som do chorinho, pelo Leblon.

“Não! Não! Não! Eram as únicas palavras em vibração que saiam da boca daquela mulher. Que mulherzinha estupefata. Que língua afiada. Que olhar perverso. Que dominadora de palavras. Que… Cabelo gracioso que parecia como um nicho barroco e, que voz… Ah, ela era de fato bela, em toda a sua composição.
Tudo deu-se inicio em uma tarde ensolarada no Leblon, sentado em um banco de cobre e ouvindo os músicos franzinos na margem da lagoa Rodrigo de Freitas, o som daquele chorinho parecia querer entrar pelas minhas veias e deixar-me acabado – deveras que aquela altura já estava eu acabado – acendi um charuto, as mulheres passavam graciosas, era um desfile sublime de pernas negras, brancas e amarelas assim como escreveu Drummond certa vez, um desfile de tamanhos e cores. Era um paraíso na terra, e olha que, para mim, a terra era um inferno. Eu, homem de poucos amigos e muitos papéis, havia retirado de meu paletó meu fiel amigo, meu bloquinho de anotações, estava a fim de rabiscar uns versinhos, me faltava apenas uma dose de Chivas naquela energia solar inebriante…

“Donzela dos olhos pequenos, pequena criatura pálida e amável”.

-Não, nada bom. – resmunguei.

Rasguei então aquele papel meio amarrotado transformando meus versos numa pequena bola e, aquela bolinha carregada de um eu enferrujado, arremessei-a na calçada.
O bonde passou naquele instante e observei as mulheres ali dentro e as crianças e os homens abatidos e tudo quanto é gente, gente cheia de si e do mundo, observar a vida era sempre um exercício libertário. Mas o que era mesmo a liberdade? Pensei. Talvez algo utópico ou apenas como sentar e contemplar, usufruir de meu próprio tempo e do meu próprio modo, quiçá.

– Não! Não! Não! O senhor já está bem crescido pra saber que lugar de lixo é no lixeiro, não achas tu?

Era uma voz bonita, tinha que concordar, mas ela estava vociferando e percebi, um pouco tarde, que eu era o culpado pelas vociferações.
Levantei minha cabeça pronto para a mandar procurar outra coisa pra fazer, ao invés de me importunar, mas naquele momento, bem… Ela tinha um semblante de anjo, como podes?
Seus cabelos pareciam cascatas caindo sobre os ombros, chegando à altura dos seios e movimentavam-se rebeldes ao vento, a pele morena e uma boca carnuda que não cansava em falar, dizia algo sobre aquecimento global, sustentabilidade… Quem usava tais palavras? Valhei-me!

-Foi um equivoco senhorita.

Ela ficou ali batendo o pé de braços cruzados me olhando com desprezo.

– É por isso que mundo está assim, sabe por que? – esperou que eu a respondesse, abri a boca três vezes e nada saiu. – Porque está cheio de equívocos. – bufou.

– Você precisa se acalmar, senhorita. Isso sim! – voltei-me ao bloquinho.

-Ah, é? Estou cansada das pessoas acharem que eu devo me acalmar. Ora bolas, eu quero é que vocês entendam as coisas que estão erradas e ao invés de ficarem com suas bundas sentadas por aí, tentem consertá-las.

Ela era meio histérica, mas era bonito ver toda aquela afobação. Ela era viva!

– Tá, ninguém pode salvar o mundo sozinho, então vou continuar com a minha bunda bem aqui. – retruquei.

– És só mais um dos muitos – disse ela com ar de desdém – Não! Não! Não! Consegues ser pior, fica por aí com toda essa áurea de artista e, no entanto, deves ser apenas um burguês pseudo-intelectual.

Ora, bolas! Que mulher inteligente…

E assim, lá se foi a jovem mulher tempestuosa e crivil, me ensinou que não era um papel jogado no chão o motivo das raivas vexaminosas, aquilo foi apenas uma espécie de estopim, ela tinha consigo um carregamento de decepções e falhas, talvez parecidas com as de uns e muito diferente das de outros, mas existiam. Ela tinha sede de justiça, uma justiça que não abarcava só a si, mas a um punhado de gente e de mundos”.

Ouça El Efecto

Conversando sobre música com um amigo, ele me indicou todo empolgado – o que foi até estranho porque ele é de poucas palavras –  a banda “El Efecto”, e disse que “memórias do fogo” era o melhor álbum nacional lançado esse ano.

Com essa propaganda toda, fui mesmo conferir e eis que depois de analisar o álbum e conhecer a banda, cá estou eu para indicá-la a vocês, música boa tem mesmo é que circular, né? (risos).

El Efecto é uma banda carioca independente, seu estilo permeia entre o rock progressivo, post-hardcore e mpb, surgiu em 2002 e tem 5 álbuns de estúdio: Como qualquer outra coisa (2004); Cidade das almas adormecidas (2008); Pedras e sonhos (2012); A cantiga É uma arma (2014) e Memórias do fogo  (2018).

Irei falar sobre o álbum ‘memórias do fogo’, mas antes não posso deixar de falar da canção que segundo minhas pesquisas pelo google, é um dos maiores sucessos da banda, a canção “O encontro de Lampião com Eike Batista”, que está no álbum ‘pedras e sonhos‘ e narra um suposto encontro entre o ex-bilionário e a principal figura do cangaço, inspirado na linguagem da literatura de cordel.

Essa música além de trazer uma crítica de cunho político-social, deixa aceso um pedaço de cultura e da história brasileira, em arranjos muito bem trabalhados (eu como nordestina, me sinto muito grata em apreciar um som tão bem estudado e poético, vindo lá do sudeste do país).

 

Memórias do fogo, minhas impressões:

De cara, a sonoridade da banda te pesca os ouvidos nos primeiros instantes, isso porque a banda chega a misturar ritmos que dificilmente imaginaríamos juntos como o samba, metal e mpb em uma única canção, por exemplo (difícil imaginar, mas bem trabalhado).

El-Efecto-2018-Fotografia-de-Iuri-Gouvêa-4-1

Memórias do fogo é como se fosse um convite para que as pessoas passem a se questionar sobre as opressões sofridas direta e indiretamente em nossa sociedade, são histórias contadas e letras que evocam simbolos de luta, além de mostrar toda a diversidade da música brasileira.

O álbum dá início com a canção “café” que é uma das minhas favoritas, e faz uma dura crítica ao período da escravidão, onde pessoas trabalhavam duro na lavoura para que outras tomassem seu café em Paris. Logo em seguida, a música “O drama da humana manada” que é minha favorita, abre espaço para o debate acerca do capitalismo e da luta constante do proletariado contra esse sistema, jogando na roda temas como a “meritocracia” e fazendo até alusões a Karl Marx.

As faixas seguintes não deixam os temas críticos de lado, no entanto, ousam um pouquinho mais em suas misturas, são sonoridades como um samba de boteco, um folk oriental, reggae e até rap. É incrível como eles conseguem misturar os ritmos tão naturalmente, e fluir de forma satisfatória.

No entanto, devo apenas torcer o nariz pra última faixa do álbum, a canção “incêndios” que na verdade, é apenas por questão pessoal mesmo, a música tem muita influência do metal e parece que quanto mais velha eu fico, mais eu amo música lenta ou de cultura regional, e “incêndios” sem dúvidas me soou como uma confusão instrumental da qual me lembrou meus tempos de adolescência já saturado, paciência não temos mais.

De resto, El Efecto me surpreendeu muito, a fusão de estilos em uma única canção junto a mensagens tão importantes para nosso meio, só por isso eu espero muito que consiga alcançar pessoas dispostas a dar uma chance pra banda, ela merece (e vocês também rs) !

Álbum completo:

 

 

 

 

 

 

7 mulheres poderosas em séries

Eu estou aqui para enaltecer 7 mulheres incríveis de séries que assisto e que me inspiram, e na próxima semana será 7 mulheres de filmes. Espero que vocês gostem desse post tanto quanto amei fazê-lo.

1- Daenerys Targaryen (game of thrones)

230px-GOT-CinePOP-750x380

Claro que eu tenho que começar com a personagem da minha série favorita. A mãe dos dragões teve seu trono ursurpado durante a rebelião de Robert e nem por isso desiste dos seus objetivos e sonhos, indo à luta e não permitindo ser controlada por nenhum homem, deixando de ser uma garota tímida, com pouca confiança e auto estima, para se tornar uma mulher confiante e corajosa, ganhando sua independência e defendendo seus semelhantes com um coração nobre cheio de justiça.

2- Annalise Keating (how to get away with murder)

How-to-get-away-with-murder

Protagonista da série, a Annalise é uma mulher inteligente e decidida. Advogada, professora e dona de si, a personagem é sem dúvidas o ícone da série e demonstra isso em atitudes brilhantes e com elegância, sendo ácida e perspicaz. Ela faz com que você sinta-se capaz de qualquer coisa, e mostra o poder que tem.

3- Lagertha (Vikings)

22352434_141299469946734_3714959828423016448_n

RÁ! Essa é uma guerreira da região escandinava e que se tornou um ícone feminista, apesar de ser esposa do líder Ragnar, ela nunca foi submissa a ele e quando ele partiu para explorar a inglaterra, ao invés de ficar em casa cuidando dos filhos,  foi junto. Sem contar que ela matou estupradores e não perdoou a traição do marido. Ícone, né? hahaa

4- Mary Stuart (Reign)

340

Mary princesa da Escócia, desde criança ficou escondida em um convento para se proteger e se preparar para tornar-se rainha um dia.  Levada à França para casar com o herdeiro do trono, a princesa passa a enfrentar vários desafios e amadurece em cada um deles. Apesar de ter apenas 15 anos, Mary surpreende a todos com suas atitudes.

5- Jéssica Jones (Jessica Jones)

jessica-jones-0817-1400x800

Jéssica Jones é uma detetive personagem da Marvel.  Mesmo traumatizada pelo seu passado terrível, ela decide usar seus poderes para derrotar seu inimigo maior. Lidando com conflitos internos e conflitos na cidade, a personagem consegue ser complexa em sua humanização apesar se ser uma heroína.

6- Clarke Griffin (The 100)

Eliza-Taylor-as-Clarke-The-100-Credit-The-CW-1

Clarke está na prisão da arca e por isso faz parte dos 100, lançada a terra para verificar se ela está habitável junto com 99 outros “delinquentes”, a personagem vira uma espécie de co-líder que toma decisões de vida e morte para defender os seus, tendo que conviver com o peso de suas decisões. Clarke é obstinada, determinada, fiel e inteligente.

7- Arya Stark

rIPFKGnpgjCl

Mais uma personagem de GOT, e sem dúvidas, dispensa comentários hahaha… Arya desde criança demonstrou ter seus próprios interesses e habilidades, sem se importar com os “costumes de época destinados as moças”, perdeu tudo que tinha e foi separada da família, mas não deixou de lutar pelo que deseja.

Bônus: Eleven (Stranger Things)

220px-Eleven_(Stranger_Things)

Claro, né? O bônus nunca falta por aqui hahaha, mas dessa vez a personagem é mirim, e no entanto, poderosíssima!

A Eleven “perdeu os pais”, foi usada como experimento em um laboratório e apesar de tudo, é uma personagem que aprendeu o valor da amizade e nos mostrou o quanto isso é importante. Eleven é sem dúvidas uma personagem determinada e que, as crianças em especial, estavam precisando como referência.

E ae, quais são suas favoritas?

Sou mar!

“Mais uma noite caiu e a nova carne sente o cerne do tempo, das desilusões e de tudo aquilo que chamamos de vida, e de tudo que poderia ter e ser, ouvindo a melodia no rádio sintonizado em uma estação qualquer, a canção apaziguadora que ali se dissipava era no entanto o canto de alguém que também sentia muito, aflorados sentidos… Ora, é que aquele riso foi como o canto dos anjos célebres, como as estações que se passam e pouco as notamos, mas que com suas peculiaridades nos fazem entender que tudo é muito único, e que o muito é especial e belo.

Além, mais além que acima do céu e tão próximo dos anjos, no altar infinito e intocável está o meu e o seu coração, estão as preces e os murmúrios de quem quer e sofre porque quer e não o têm, eis que a vida é no entanto trágica e linda, e buscamos a entender, mas não a entendemos.

Sou o mar! Você é o mar! Mar revolto ou silencioso, que esconde sob sua superfície um punhado de segredos, e que enquanto agita-se em um lugar, acalma-se em outro, e eis que vem um pescador… Nobre ou tosco pescador!

Pesca-me os sonhos, os medos, os personagens, os desejos e não me pesca, nunca pesca… E o manto azul me envolve em seu tempo oscilante e terno…”

 

Garimpando minhas notas no celular e encontrando escritos, postei e sai correndo hahaha ❤

Ao som…

 

Arctic Monkeys – Tranquility base Hotel & Casino

Ontem, sexta-feira 11 de maio de 2018, guarde bem esta data (risos), o Arctic Monkeys finalmente saiu do hiato de 5 anos e lançou o álbum mais aguardado pela galera alternativa – o famigerado sexto álbum – com título “Tranquility base Hotel & Casino” nós já sabiamos que iria vir algo totalmente diferente, e os integrantes da banda já deixavam claro em entrevistas que, o novo álbum teria mais piano, e até especulou-se a possibilidade de que poderia ser um álbum solo do vocalista Alex Turner, o que já nos dava pistas da nova era chegando.

DaBl_WAXcAEGlYu

Divisor de opiniões? Divisor de opiniões! Muitas pessoas ficaram desapontadas? Muitas pessoas ficaram desapontadas. Eu me incluo nelas? Talvez um pouco (acho que sim). Mas vamos lá.

O ponto forte desse álbum é sem dúvidas a ousadia da banda, em especial do Turner, em desprender-se daquilo que alavancou o sucesso e a fama – sim estou fazendo alusão ao AM – o álbum claramente não é carregado do tipo de música pra lotar estádio, nem mesmo de hits chicletes que vão grudar na sua cabeça e te fazer querer cantar a todos pulmões, o novo álbum é uma certeza de que a banda está madura em sua sonoridade e letras, um álbum carregado de referências conceituais e também, de um Alex apenas preocupado em trazer uma nova atmosfera, uma atmosfera sofisticada com aquilo que acredita.

Por outro lado, o álbum não chega a nos interessar no primeiro momento em que o ouvimos, é um álbum que soa um tanto repetitivo em seu caminhar, até finalmente abrir espaço para melodias que nos pescam os ouvidos, como a que provavelmente se tornará single “four out or five” ou “science fiction” que a gente pode imaginar como trilha de um filme de terror clássico, inclusive o Alex Turner disse ter sido influenciado para esse álbum por Stanley Kubrick e por ficção científica, então não é tão difícil de imaginar toda essa atmosfera.

O disco é seguido por bastante piano, baixo e bateria, deixando as guitarras quase penduradas, entretanto algumas pouquíssimas guitarras ficam em evidência, e a voz do Turner cercada pelo plano de fundo do grupo traz toda essa mudança sonora até nós, e deixa o recado de que esse álbum não procura sucesso comercial.

Mas é como eu disse, o álbum não soa interessante de início e para entender toda a sua essência e chegar a uma conclusão é necessário ouvi-lo pelo menos umas 5 ou 10 vezes, e perceber que, facilmente você terá tendência a garrimpar uma música aqui e outra acolá, e querer escutar apenas estas músicas porque as outras parecem te dar uma preguiça sem tamanho.

Minhas favoritas:

Eis os twitters que me representam:

IMG_20180512_150806_433

Van Gogh e a romantização da depressão

Dia desses me deparei com um twitter lá na rede social, que me causou um certo incômodo e estava rendendo mais de 10 mil RTs, veja bem, Van Gogh não comia tinta amarela para sentir-se feliz. Pelo amor de Deus!

sub-buzz-20446-1525289930-2
Felizmente o original foi excluído! Pena que as réplicas continuam…

Hoje vi uma amiga compartilhar este twitter no stories do instagram, e fiquei ainda mais triste, primeiro que essa história não tem praticamente NADA de real e segundo, que associar uma doença tão séria a um instrumento artístico amado pelo pintor para fazer parecer “bela” a questão, além de ainda usar a pergunta: “Quem é sua tinta amarela?” Dando a entender que você é o culpado pela situação em que está, por permitir que “alguém” o permita adoecer, é no mínimo, muito ignorante.

Ah, e segundo a OMS, não existe somente uma causa para a depressão, ela é um conjunto de  fatores sociais, psicológicos e biológicos, e não como comer algo tóxico.

Van Gogh nunca comeu tinta alguma para sentir- se feliz, ele chegou a comer tinta de cor não especificada – quando estava internado por conta de sua saúde mental – e tomou solvente de tinta, tudo para cometer SUICÍDIO.

É muito fácil observar a beleza das criações do artista, o quanto ele tinha talento sem se importar com o que ele sentia, e no entanto, muitas pessoas associam suas telas à sua doença, como se fosse bom está deprimido porque lhe trazia inspiração, isso não é verdade. Isso soa glamorouso, e é preocupante.

ohmyvangosh

Van Gogh chegou a se mutilar, cortando um pedaço de sua orelha, e por fim, no esgotamento final, disparou com arma de fogo contra si mesmo, sim… esse é na maioria das vezes o caminho da depressão enquanto ainda for romantizada e não tratada da maneira que deveria: Com seriedade e atenção.

Mas não culpo tais pessoas que deram RT na postagem, estamos acostumados a ter uma cultura industrial voltada para a romantização dos transtornos mentais e das doenças psicológicas, é só observar o quanto parece “legal” ser depressivo em Skins com um cigarro na mão, ouvir Lana Del Rey e dizer que “Queria estar morta”, ou mesmo, assistir Virgens suicidas e se dar conta de que o filme não retrata a questão como deveria, ao invés disso, trata com tanta sutileza que chega a parecer encantador e misterioso, e é isso que alguns diretores e músicos acabam fazendo, trazem um olhar sofisticado e criativo a algo que deveria ser tão complexo, e no entanto, vemos o belo, poético e por vezes até atraente.

Não romantize a depressão!

 

Deus salve o rei – Mirou em GOT e acertou na Disney

Voltei a ligar minha tv depois de longos 6 anos sem assistir absolutamente nada no canal Globo, e talvez eu devesse ter ficado com ela desligada mesmo, fui com sede ao pote e no entanto quase morro à míngua.

(mas eu  preciso desabafar com vocês o meu drama, me desgurpe!)

Foto: TV Globo/ Montagem: MdeMulher/Reprodução)

Deus salve o rei nos convida a uma jornada épica, uma jornada na era medieval, que conta a história de personagens que se destribuem entre dois reinos: Montemor e Artena.

Afonso (Rômulo Estrela), o herdeiro do trono de Montemor foi treinado desde que nasceu para um dia ocupar o trono, vendido ao público como um jovem ético, bondozo e preocupado com seu povo. Por outro lado, seu irmão Rodolfo (Jhonny Massaro), um jovem inconsequente e festeiro, sem nenhuma responsabilidade e obviamente despreparado para qualquer coisa.

Em Artena, as personagens Catarina (Bruna Marquezine) e Amália (Marina Ruy Barbosa) vivem em realidades totalmente opostas, enquanto Catarina é a filha do rei de Artena e, por tanto, princesa, Amália é a plebéia que vende caldos na feira para ajudar em casa. Até aqui, tudo bem.

O Daniel Adjafre, roteirista da telenovela, parecia ter um único objetivo: conquistar o público da aclamada série Game of thrones.

E eu não vejo problema nenhum nisso, no entanto, o que ele entregou foi uma história cheia de furos perceptíveis e dignos de um filme de princesa da Disney, talvez escrito por um estagiário. As incoerências são gritantes, e o que tem acontecido até então, tem tornado a experiência de assistir a novela, tediosa e causado “raiva” ao telespectador. As questões de monarquia eram tão simples naquela época? É o que parece.

Afonso abdicou do trono logo no início da novela para viver seu amor, apaixonou-se pela Amália – um clichê já esperado – e até a levou ao reino e pediu para que reinasse junto à ele, mas a mocinha que dizia amá-lo imensamente, não quis (porque aquela não era a vida que ela estava acostumada, ela não se acostumaria a ser rica, sabe?).

Abandonou o amor num estalar de dedos, sem sequer tentar, e o Afonso abandonou seu povo para ir viver com ela, deixando o reino nas mãos de seu irmão – isso mesmo, o despreparado – que implorou para que ele não fizesse isso pois, não queria o trono e muito menos se sentia preparado e digno dele. Afonso? Nem ligou.

reis-e-principes-em-novelas

Agora, no auge final da novela, o Afonso está querendo seu trono de volta porque seu irmão deixou tudo em um completo caos (falta de aviso não foi), e a Amália? Bem, agora ela decidiu que quer ser rainha junto à afonso, dá pra acreditar?

Além desse roteiro muito água com salsicha, sem nexo algum, e jogando na cara do telespectador a hipocrisia da coisa, a novela comete centenas de outros furos durante os capítulos, mas não irei me ater a isso, senão esse post vai ficar enorme.

novela-deus-salve-o-rei

Bruna Marquezine falemos sobre ela, no início da novela sofreu duras críticas a sua atuação, disseram que ela era um “robô”, atualmente ela é aclamada pelo público, se eu concordo? Concordo muito! Bruna Marquezine tem salvado a novela, a personagem dela traz ação e sua atuação está sim muito boa, desde o início eu já gostava na verdade, ela perdeu seu próprio sotaque e conseguiu imprimir um ar maquiavélico e siníco quase Lannister, acredito que na verdade, as pessoas só não estavam acostumadas a esse gênero fantástico/medieval.

catarina5

E a mocinha? Bem, a Amália vivida pela Marina Ruy Barbosa é uma personagem que encantou geral no início, principalmente pela química que ela teve com o Afonso, mas atualmente, ela não desce nem com água.

Primeiro, que eu já não gostei da atuação da Marina – e sou até fã dela e nem era da Bruna, pra ver como a vida é – a Marina tem um sotaque carioca extremamente forte e irritante, você tem a sensação de que se colocar um jeans e uma camiseta, ela pode ir direto pra o set de O outro lado do paraíso, além disso, ela é vendida como guerreira e numa estranha contradição, precisa ser salva pelo Afonso constantemente, e o autor parece cada vez mais querer fazer o telespectador engoli-la, mas ninguém aguenta mais essa personagem e as cenas românticas já causam enjoos, é beijo toda hora, em momentos nada a ver (de língua em plena idade média e na frente de todos).

Deus Salve o Rei

Por fim, resta-me aplaudir o Jhonny Massaro que consegue ir da comédia ao drama como ninguém, mostrando-se um ator incrível e versátil, assim como Marina Moschen que, tem um roteiro bacana, ela é bruxa e essa sim, uma guerreira.

personagem-de-marina-moschen-sofrera-preconceito-em-novela-1_309518_36

Mas é isso, pessoas, para nós que acompanhamos, vamos esperar que o autor tome tento e melhore esse roteiro que a Disney tá perdendo (até rimou haha sorry!).

 

Resenha do filme: Vingadores guerra infinita

“Ele tinha um único objetivo: Destruir metade do universo… Se ele conseguir  as infinity stones; ele fará isso ao estalar dos dedos.”

A Marvel percorreu longos anos – 10 anos – pra chegar até aqui, uma história que intercalou muitas histórias em si, e que já se tornou um enorme sucesso de bilheteria.

Crítica-Vingadores-Guerra-Infinita-768x434

Para quem acompanhou os filmes da Marvel, “vingadores guerra infinita” causa a sensação de amarração em todo o universo, porém não só isso, quem não chegou a ver os filmes do estúdio, consegue enxergar tudo o que deu certo ao longo desse tempo, fazendo você se interessar por cada história e ir atrás delas, veja bem, se não o fez.

Mas vingadores guerra infinita traz um punhado de heróis as telonas, e no entanto, não caí no clichê. O foco do filme na verdade é o vilão, e o vilão chega a percorrer a jornada do herói. Seria possível? Bem, Thanos nos apresenta seus planos e seus motivos, ainda que não concordemos com eles, o vilão aqui não é aleatório como muitos já inventados em filmes de heróis – um dos motivos que nem sempre me prende a atenção nessas franquias – o vilão causa o efeito do pensar. Será que ele é tão mau assim? E somos levados a sua jornada em busca das jóias, mas então, o que faz do Thanos um vilão-herói?

Bem, suas motivações.

vingadores-thanos

Thanos quer destruir metade da população para que a outra metade viva bem, no entanto, enxergamos ele como vilão porque isso seria genocídio. No fim, temos um personagem que assim como os mocinhos, tem seus objetivos e suas crenças, e luta por elas. Se ele está certo ou errado, cabe a nós que somos espectadores decidir, mas é inegável a construção desse personagem e a importância do papel que ele desempenha para o universo Marvel.

Guerra infinita além de observar seus antecessores e reproduzir tudo que deu certo em questão de estética, roteiro e narrativa traz uma nova nuance com o Thanos e sua jornada, e é claro, não deixarei de falar de que o filme não deixa uma das marcas da Marvel de lado: O humor, e o alívio cômico.

(Todo mundo lascado, mas altas risadas? TEMOS!)

Por fim, só posso soltar um meme que eu vi por aí:  “A cada vez que um fã da Marvel ouvir a expressão “tô só o pó”, três lágrimas irão rolar.”

É isso!

Trailer:

 

Ouça: Cordel do fogo encantado

Eles voltaram!!! ♡

Sim, a banda cordel do fogo encantado está de volta ao cenário musical, após oito anos em hiato.

Provavelmente você já deve ter ouvido alguma das canções que encantaram o brasil, a banda já foi trilha sonora de filmes como “Lisbela e o prisioneiro” de Guel Arraes com a canção “O amor é filme”, “A família Dionti” com a canção “aqui” e também em “Deus é brasileiro”.

A banda que é do sertão pernambucano, Arcoverde mais precisamente (me sinto íntima), começou com espetáculos teatrais que aos poucos ganhou a inserção da música, uma mistura que deu muito certo, e os levou a percorrem todo o país e logo depois o exterior, com seus espetáculos de música-teatral.

Em 23 de fevereiro, a banda anunciou seu retorno as atividades, com a formação original, e o lançamento do novo trabalho “viagem ao coração do sol”, lembrando que o vocalista Lirinha havia saído do grupo em 2010, e por isso a banda tinha encerrado as atividades.

O som do grupo é folk e mangue beat – ou seja – o grupo mistura os ritmos regionais como o maracatu, com o rock, o hip hop e o funk americano.

Vamos ouvir?

1° álbum – Cordel do fogo encantado  (2001)

Música: chover (ou invocação para um dia líquido)

2° álbum – O palhaço do circo sem futuro (2002)

Música: O palhaço do circo sem futuro

3° álbum – Transfiguração  (2006)

Música: Aqui.

4° álbum – Viagem ao coração do sol (2018)

Música: Liberdade, A filha do vento.