Voto consciente, democracia e afins.

É meio difícil expressar pensamentos políticos numa sociedade tão intolerante feito essa nossa, no entanto, estamos nós caminhando para o mês de outubro e isso implica dizer – eleições.

Não pretendo aqui defender  ideologias do lado X e Y (direita e esquerda, pois não), não quero isso e ser tendenciosa não é de muita esperteza pra tratar desses assuntos, embora que lá no fundo precisamos ter consciência de que nenhum texto será 100% imparcial quando se trata de política… (não posso deixar passar umas ignorâncias aí!)

O que quero discutir aqui é o óbvio: Vamos eleger REPRESENTANTES!

Sabe o peso dessas palavras? ELEGER E REPRESENTANTES? Pois bem, caso você seja um ser humano maior de idade (aqui 18 anos), tem o dever e o direito de escolher as pessoas que vão tomar decisões e administrar o país em suas mais variadas áreas: saúde, educação, cultura, economia etc! (o óbvio precisa ser dito às vezes!)

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 “sério isso?” 

• Não, espera! Vamos ser mais didáticos!

1°. Chega de dizer: “Não gosto de discutir política” ou “Política não se discute!” 

É óbvio que ninguém precisa gostar de política, quem gosta? Eu mesma não gosto, mas discutir ela é importantíssimo, tá?!

Discutir política implica dizer: Eu me importo com o desenvolvimento social e econômico do meu país.

Se hoje eu posso comprar e usar um celular, pegar um transporte público, fazer viagens pra Miami, ter acesso ao hospital, ouvir música X, tomar café e comer biscoitos, ter acesso a planos, usar internet e N coisas, isso tudo está profundamente ligado à política do país. Então, sim, discutir política é importante. Sem mais.

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“Faça os cálculos hahah”

2°. Voto consciente vai levar em conta os direitos humanos e a empatia!!!

Se o seu candidato apresenta um plano de governo que não abrange os direitos humanos, sinto informar, mas ele não é a opção ideal – parece até ingênuo discutir isso.

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Infelizmente grande parcela da população é muito individualista, ou seja, só pensa no próprio umbigo.

• Alguns casos hipotéticos que vão contra os diretos humanos e tem zero empatia, pra desenhar:

– Pessoa, vota em candidato X que defende salários diferentes entre homens e mulheres. (oi, vamos colocar a mão na consciência?)

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“Nem nesse post, viu!”

– Pessoa, têm todos os privilégios: apartamento próprio, carro, viagens para a Europa, plano de saúde, baladinha, passeios no shopping, teatro, colégio particular etc – vota em canditado X que defende à privatização. (oi, você já pensou na possibilidade, sei lá, remota de que, nem todo mundo têm/venha a ter a vida que você? sabe, o SUS por exemplo, não é o melhor sistema do mundo, mas funciona e digo mais, até já usei. Vamos pensar em quem depende desses serviços e buscar aprimorá-los/ampliá-los e não excluí-los? Já que você felizmente não precisa! Grata!)

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“Como é que é?! Eu ouvi mesmo privatizar?”

– Pessoa, emite opiniões toda hora e escuta a música que quer, assiste o que quer, sai e volta a hora que bem entende, têm acesso a todas as informações (até os escândalos políticos! Oi, lava jato!). Vota em candidato que defende a volta da ditadura. (Sem comentários!!! Sem comentários!!! #UmaTorturaIsso – foi pesado? desculpa! hahah)

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“Acho que tem intolerância demais nesse ar, aff”

Estamos infelizmente em um tempo onde a democracia está deveras fragilizada e há uma grande alienação política se formando – mas podemos mudar isso.

Filtrar o perfil dos candidatos é essencial e acrescento, os tempos são sombrios e estamos na linha tênue entre escolher o menos pior ou ficar com o PIOR deles. Então, sendo sabidamente sabida haha, escolheria a primeira opção!

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“Já dizia a doce Amelie, né?!”

Analisem os candidatos, seu histórico e seus planos/metas (leia de todos), veja o que melhor representa você  (incluindo o pensamento empático e os direitos humanos), assistam a t-o-d-a-s as entrevistas, se o candidato já atou antes verifique como foi seu governo através de fontes confiáveis e gráficos, vote consciente e discuta política no almoço em família sim, ué? Tem lugar melhor?! Hahaha! Conscientizar os ignorantes é o recheio do bolo! 😉

Até breve! ❤

 

 

 

 

 

Pensamentos avulsos no transporte público

Olhei para o meu colo e reli aquele título pela milésima vez, estava entediada, o sol parecia tilintar sobre os vidros do ônibus e, só isso me deixava cansada, fiquei impacientemente praguejando a demora.

Olhei o título de novo e revirei os olhos até acabar parando sobre um pequeno garoto, devia de ter uns oito anos e estava ali no sinal, carregava uma bacia cor de abóbora na cabeça com frutas ali armazenadas, sua pele? – negra.

Bermuda surrada, chinelos sujos, camisa de campanha eleitoral um número maior, naquele momento eu não pensei “como a gente reclama de barriga cheia, né? Vê só, crianças passam fome e tudo o mais”, eu conhecia esse discurso e me irritava com o fato de que todo projeto de bom samaritano o usava, mas de quê adiantava só falar? Era como usar a ferida do outro pra lidar com sua covardia em levar a própria vida, estancar seu sangue. Essa terapia era egoísta e cruel.

Minha mente me levou a tagarelar silenciosamente questões hipotéticas, em como aquele menino poderia ser um Machado de Assis, eu pensei em quantos Da Vinci, Darwin, Curie, Kahlo e Platão estavam perdidos por aí, estão nos sinais vendendo bala, nos metrôs engraxando sapatos, dormindo em calçadas e comendo restos de alimentos, pensei em como possivelmente nenhum deles vá chegar a ter contato com a arte, com a literatura e com os instrumentos musicais, as coisas que de certa forma nos mantém vivos, acesos, como um fogo árcade.

Sim, eu queria poder colocar minha mão sobre a pequena criança e abençoá-la como uma mãe abençoa seu filho, queria que cada poro infectado pelos traumas e dores desaparecesse como nuvens de um céu limpo, queria que ela virasse um manifesto de arte e que seu coração fosse assim como a licença poética permite “uma célula revolucionária”, uma célula que se expande e multiplica-se por amor, desconhece qualquer outro sentimento porque o amor bastava. O amor sempre bastou. Mas eu não era nada, ninguém e nunca seria.

Praguejei à mim mesma e o sinal ficou verde.

Relacionamento tóxico não é só namoro

Precisamos conversar sobre “relacionamentos tóxicos” e desmistificar a ideia de que eles só existem entre casais, isso não é nenhum pouco verdade, tabus precisam ser quebrados.
Mas o que seria um relacionamento tóxico? Bom, todo e qualquer relacionamento que desestabiliza nosso psicológico e nossa saúde emocional.
Obviamente ele é lider de presença nos relacionamentos amorosos, no entanto, ele também existe em outras relações pessoais, falemos sobre elas:

1- Família;

Vamos deixar uma coisa bem clara aqui, família é uma construção social, não podem romantizar família só porque são pessoas que partilham da mesma genética e sobrenome. Familiares também podem ser tóxicos e eu digo não só em relação a primos, tios, maridos e “parentes de terceiro grau”, eu falo de pai e mãe também. Já ouviram falar de mãe narcisista? De pai abusivo? Pois é!
Se você sente-se constantemente cansado, exausto, desmotivado e insuficiente perto de algum familiar, bem, isso é tóxico.
Nem todas as famílias são iguais aos comerciais de margarina. Há pessoas – com mais frequência que se imagina – que vivem relacionamentos familiares desgastantes. Pai e mãe que impõe vontades aos seus filhos e não dão ouvidos as vontades do próprio, pais que constantemente despejam excesso de culpa sobre os filhos, que não há reciprocidade quando a questão é afeto e cuidado.
Familiares que são verdadeiros vampiros emocionais. É como se eles vivessem em uma relação intensa de poder. Ter familiares tóxicos pode afetar severamente a nossa qualidade de vida. Mas, claro, ninguém vai “cortar os laços”, porém afastar-se um pouco de tais pessoas é essencial para a saúde, isso é real e não podemos tratar como tabu porque “família é sagrada”, família vai além do sangue.

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2- Amizade;

Vocês nunca ouviram aquela frase clichê mas muito realista? É algo tipo assim “Às vezes precisamos sacudir a árvore da amizade para que as podres possam cair”, nós precisamos.
Existem muitas amizades fundamentadas em lembranças ainda, sabe? Meu youtuber favorito disse uma frase que exemplifica muito bem isso que quero dizer: “Se as amizades do presente precisam de lembranças do passado para se manterem vivas, não são mais amizades.” (Fred Elboni)
Às vezes nós temos boas lembranças com alguns amigos, mas agora são apenas lembranças e no momento esses mesmos amigos podem não ser uma boa companhia. São pessoas que nunca te apoiam, que só criticam, não te elogiam quando você conquista algo, “amigos” que enquanto você deu uma evoluída seja em termo de cultura, leitura, viagem e visão de mundo, continuam eles com piadas machistas, preconceitos e uma série de comportamentos e pensamentos retrógrados que não te fazem bem, que aquela áurea não combina mais. Afaste-se!
É claro que o respeito continua (sempre), mas ao invés de se desgastar e ter medo da solidão ou qualquer sentimento do tipo, saiba que sua companhia carregada de autoconhecimento e paz é melhor do que qualquer confusão infundada, qualquer amizade meia-boca.
Amizades também podem ser tóxicas.

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3- Trabalho;

Sim, existem relações tóxicas no trabalho e elas podem vir desde o seu chefe até o seu colega de trabalho. No trabalho as relações tóxicas conseguem ser mais difíceis de “aturar” até certo ponto, já que são pessoas as quais não temos nem laço sanguíneo e nem lembranças boas pra guardar, no entanto, existe o famoso “dinheiro” envolvido ali.
A questão é que o ambiente de trabalho pode se tornar exaustivo quando simples conversas se tornam hostilidade, quando simples atividades tornam-se motivo de contendas e horas e horas de insatisfação, quando você se sente sobrecarregado quando não deveria, pois existe um motivo para tal e o motivo às vezes é uma pessoa. A pessoa que explora e manipula você.
Tente limitar sua exposição ao máximo a esse tipo de pessoa e procure um novo emprego, faça isso em silêncio e quando for hora, saia sem medo. Relações tóxicas nos consomem, nos fazem perder nossas melhores intenções e adquirir comportamentos que não nos são característicos, além de nos fazer ficar se questionando e duvidando do nosso próprio potencial.

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A dica é: Fique próximo de onde o afeto, o respeito e o cuidado são recíprocos em qualquer relação. Não hesite! Cuide de você sempre!

Anavitória – O tempo é agora

Um dia após estrearem o próprio filme “Ana e Vitória” nas telonas, o duo decidiu liberar o segundo álbum de estúdio “O tempo é agora.”

Eu já tava prontinha pra dormir às 00:00 hrs e o Spotify me manda sinais, pelo menos dormi calminha, né.

As pessoinhas já têm em mãos um Grammy latino (pela canção “Trevo”) e elas definem seu som, dizem tocar uma espécie de “pop rural” junção da música popular do interior com nossa velha influência adolescente de cada dia, o folk brasileiro tá vivíssimo, é isso.

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O álbum antecessor a este foi o “Anavitória” produzido pelo Tiago Iorc em 2016 e, em 2017 a dupla chegou a lançar o EP “Anavitória canta para pessoas pequenas, pessoas grandes e não pessoas também”, um amor de EP liberado no mês das crianças, no carnaval 2018 mais um EP “Anavitória canta para foliões de bloco, foliões de avenida e não foliões também”, outro EP incrível (esses dois EPs são bem diferentes e fofos, sério!)

EPs:

“O tempo é agora” foi gravado em estúdio califórniano e conta com 11 faixas que delicadamente falam sobre o amor – tema recorrente nas canções do duo.
Apesar de parecer clichê por ter influência da MPB também, a dupla consegue muito bem imprimir suas particularidades, isso se dá através da sintonia entre as vozes belíssimas e no jeito mansinho de entornar o tema, no jeito poético que captura até o instrumental.

O novo álbum traz apenas uma participação especial, o grupo “OutroEu”, mas é certo que o Anavitória consegue fazer muito com o que têm, as músicas ficam pairando em uma atmosfera carregada de declarações que você aí carrega dentro de si para alguém que ama. Não é atoa, existem milhares e milhares de #quotes do duo nas redes sociais, possivelmente já visse e até curtisse (risos, eu mesma).

Aí vai algumas delas:

“Vivendo tudo a cada passo lento
Vendo esse mundo e me entendendo
Eu tenho fé pra caminhar”

“É tão bonito te espiar viver
Se encontra, se perde, se vê
Mas volta pra se dividir”

“Ei, cê não sabe a falta que faz
Será que teus dias tão iguais?”

“Quanto é o tempo se tudo acaba, amor?”

“Tanta cara
Tanta esquina
Tanto fogo
Tanta fome
Tanta rima
É tanta coisa que nem sei onde vai dar”

“Eu nunca vi ninguém
Fazer tanto barulho num só coração”

Ah, vou deixar o trailer do filme aqui, estreou nos cinemas no dia 02 de agosto, ainda não vi (sem resenha por enquanto), comédia romântica e musical. Quero ver! ^^

“Lugar de fala”, um espaço para o próprio protagonista.

De volta aos textinhos militantes! Deixa eu conversar com vocês sobre, falar ao menos um pouquinho do termo “lugar de fala” que tem surgido com maior frequência em discussões via internet e junto a isso nos debates acerca de alguns movimentos sociais: feminismo, movimento negro e LGBT, em todas as vias possíveis.
Eu não entendia muito do termo até percebê-lo na prática, antes eu achava (achismos, ô coisa chata) que o termo servia para separar pessoas e, no entanto, o termo apenas tenta tornar justo a fala de alguém.
O lugar de fala é e deve ser usado por pessoas que historicamente têm menos espaço pra falar, foram silenciadas por grupos privilegiados. Assim, na prática, mulheres têm o lugar de fala quando o assunto é feminismo, os negros sobre o racismo e homossexuais sobre homofobia, assim por diante.

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Dizer que o surgimento do termo causa separação ou restringe as trocas de ideias e pensamentos, acaba por ser um erro, é óbvio que em debates as pessoas podem expor suas opiniões sejam elas em concessão ou não com a grande maioria – veja bem, opinião e não discurso de ódio.
No entanto, não tem como você falar com total propriedade sobre um assunto do qual você não viveu/vive (legitimidade do discurso, pois não). Por mais que você tenha consciência das opressões existentes em nossa sociedade e queira ajudar (você deve!), mas quando em um debate existir alguém que pode melhor se posicionar sobre o assunto – por esse alguém viver a realidade ali apresentada – então, dê o lugar de fala – um café, uma mente aberta e um punhado de empatia também, pois bem.

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O fato é que, por mais que alguns não queiram enxergar seus privilégios, é claramente nítido, não fosse isso não estaríamos tendo esse tipo de discussão. Homens brancos, ricos e mais velhos conseguem gerar mais empatia ao denunciar o racismo ou machismo do que uma mulher negra, pobre e mais nova, então o lugar de fala também implica em observar os “efeitos da verdade” e o peso enunciado/anunciante, sem o lugar de fala além de não termos um auxílio para o entendimento das opressões por aqueles que as sofrem de fato, ainda percebemos a reafirmação de uma hierarquia social.

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Então, sempre que tiver a oportunidade, ouça a história pela voz daqueles que sentem na pele os efeitos de uma sociedade tóxica, tá bem?!

Até breve. ❤

P.S: Segue um fluxograma do Elas por Elas, didático.

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Lembretes:

Você é importante, suficiente e necessário. 

Você foi agraciado com o dom da vida. Você se basta, você é sua própria alma-gêmea e, por isso, não tenha medo dos dias solitários, dos dias ruins, dos dias… Você é incrível e os dias esperam por você e por toda a sua bagagem criada até aqui. Avante!

–  As coisas vão acontecer pra você, no tempo certo, verá. 

Não adianta se espernear, não adianta pensar em desistir e nem sofrer demais, tudo vai se ajustando aos pouquinhos e os caminhos vão surgindo, as dores de agora fazem parte do processo de crescimento, elas são necessárias. No momento certo as coisas acontecerão, o universo é sempre certeiro. Sempre certeiro.

– Você tem ido bem.

Você tem ido muito muito MUITO bem, mesmo que você ache que não. Só você sabe dos seus conflitos internos, você não acha eles angustiantes? Pois bem, todo mundo ao redor está com alguma inquietaçãozinha no peito, tá todo mundo tentando e eu sei que você também. Parabéns, você tem ido muito bem. Lembre-se sempre pelo que você tem lutado.

– Você precisa olhar pra você com afeto.

“É que um carinho às vezes cai bem”, na verdade, não só às vezes. Se enxergue com sensibilidade e perceba o que lhe cai bem, o que te traz paz e deixe de lado o que te agride (ou o que pode vir a te agredir). Tenha afeto e carinho no peito para com você, se cuide e se ame, é revolucionário.

– Dias ruins não definem toda a sua existência.

Nem só de alegrias se vive a vida. Os dias ruins estarão no álbum da memória de todos os seres humanos, acontece. Não deixe que os dias ruins tomem conta de quem você é e nem ache que eles definem o que você significa no mundo, passe por eles com sabedoria e cuidado.

– Você tem cuidado do coração alheio com esmero.

Eu sei que você abriu mão de muita coisa, eu sei que você pensa com ternura em alguém. Eu sei que você pensa no que é melhor pra todo mundo, mesmo que às vezes seja interpretada de maneira errônea, eu sei que você é uma boa pessoa. Você evita machucar, parabéns por não pensar só em você. Afeto genuíno.

– O universo agradece a você.

O universo está de prontidão te observando em seu caminhar, ele agradece por você fazer parte de si. Agradece a gentileza, o cuidado, a luta, o choro, as risadas escandalosas, o olhar que brilha, as divagações e esperanças, o universo agradece sua existência do jeitinho que você é e te auxilia no crescimento. O universo te diz “você é vasto, é gigante! Se expanda! Se reivente, se ame. Eu te agradeço por existir.” Agradeça por existir também.

Se chegou até aqui, estava precisando de ler isto. Haha ♡

Livro: As cidades invisíveis – Ítalo Calvino

O autor Ítalo Calvino, conhecido por suas obras que perduram com um realismo mágico, publicou “As cidades invisíveis” em 1972.

Essa leitura estava pendurada há um bom tempo por aqui, finalmente cheguei a sua conclusão, e posso dizer que, Calvino consegue transportar o leitor a uma fantasia não-fantasiosa, nos fazendo viajar por esses lugares por vezes mágicos e, no entanto, velados com alguma crítica cotidiana, as cidades invisíveis são sim cidades reais, com conceitos reais, elas acabam por ser esse nosso mundo, embora sejam cidades que não poderiam vir a existir, já que todas desafiam os princípios lógicos e físicos da nossa realidade.

As cidades invisíveis numa impressão sem ambições, nos convida a conhecer brevemente cinquenta e cinco cidades que carregam nomes de mulheres e que são intercaladas com conversas entre os dois homens: Marco Polo e Kublai Khan. Onde durante o século XIII, o viajante Marco Polo narra a seu soberano, Kublai, as cidades que conheceu durante as suas viagens, cidades caracterizadas metaforicamente e de modo totalmente subjetivo.

Calvino usa uma linguagem muito simples e com um tom fabulado, que faz com que a leitura aconteça num piscar de olhos, você termina com a sensação de que leu algo muito especial – de fato leu.

A leitura é um prato cheio pra quem busca apreciar a beleza das palavras e dos cenários que podem ser proporcionados por elas e, a análise, o significado alegórico que carregam os textos escritos ali.

Ler, reler, pensar, saborear e citar, são processos que todo leitor dessa obra-prima acabam por vivenciar durante a leitura, não é a toa o sociólogo Zygmunt Bauman chegou a citar a cidade de Leônia na sua obra “Amor-liquido: a fragilidade dos laços humanos”  (outra leitura pendurada por aqui, risos nervosos), para falar sobre como os habitantes dessa cidade criada por Calvino,  procuram “desfrutar coisas novas e diferentes” a cada novo dia e, no dia seguinte, se desfazem dessas coisas, se parecem eles com nossos habitantes desse mundo real? Segundo Zygmunt, nesse mundo moderno as pessoas se dizem preocupadas em se “relacionar”, mas na verdade estão mais preocupadas em evitar relações, descartando elas facilmente, tá aí uma analogia, mas você como leitor pode e deve concluir o que sua interpretação proporcionar, à respeito dessa e das outras cidades invisíveis.

A leitura é sem dúvidas uma viagem excepcional, vale a pena essa road trip.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ouça Renato Godá

Renato Godá é um cantor paulistano, cantor independente, do tipo que nem sequer você encontra Wikipédia a respeito.

Sempre achei válido destacar e compartilhar artistas que a gente escuta e pensa “caramba, todo mundo precisa ouvir isso antes de morrer!”, principalmente quando esses artistas trabalham de maneira independente e, por isso, quase não tem o reconhecimento devido. Incentive os pequenos que são gigantes! Obrigada, de nada.

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Renato Godá me encantou de primeira, a primeira canção que ouvi dele foi “Nômade” do álbum que leva o mesmo título (último álbum lançado), depois veio “C’est la vie” e eu simplesmente disse: Já chega, quero morar na voz e nas letras desse homem.

C’est la vie está no álbum “canções para embalar marujos.” (meu favorito), e o outro album dele é “Eu nao mereço seu amor.”

O Renato por vezes em suas letras parece o vagabundo pós-modernismo, aquele típico cara cheio de filosofias libertárias, com um whisky na mão e cigarros também, que ama observar as estrelas e tem referências mil.

Lembrei um pouco da áurea bukowisk, Quintana e Foucault. Enfim, ele merece ser ouvido.

Vou deixar as favoritas por ordem de favoritismo:

1- C’est la vie

2- Chanson D’ amor

3- Eu sei

4- Nômade

5- A vida é uma festa

6- Vou ficar

7- Sem querer te transformar

Agora chega, se não coloco a discografia inteira, mas sério, vocês precisam dar uma chance.

Beijos!

Florence + The Machine – High As Hope

O quarto álbum de estúdio da Florence chegou – nesta sexta-feira 29 – com um tom mais enxuto e bem menos “louca-feiticeira“, o álbum traz histórias mais pessoais da cantora, com um discurso bem mais próximo do público e bem mais compreensível, deixando as metáforas de lado. É um álbum bem pessoal (o mais pessoal da carreira dela), ela deixou as metáforas para falar o que realmente queria falar, suas histórias de superação, pedidos de desculpas, seus fantasmas do passado…
A primeira canção que ouvi desse novo álbum foi “Hunger” e grudou feito chiclete na minha cabeça, a música que se tornou single traz couro soul e palminhas, além disso ela relembra do disturbio alimentar na adolescência e aproveita para falar sobre como somos “famintos” por amor.
Aos 17 anos eu comecei a parar de comer / Achei que o amor era um tipo de vazio

Big God é uma das minhas favoritas, isso porque a Florence retorna um pouco ao seu modo deusa-louca usando piano e gritinhos, além disso ela ainda fala sobre Jesus Cristo e consequentemente sobre amor.

 “você precisa de um deus grande o suficiente para abraçar seu amor“.

June é uma música que toca suavemente e tem uma letra bonitinha, ela canta sobre “amor se tornar um ato de resistência.
Em 100 years, Florence volta a harpa e a música flui delicadamente até abrir espaço para um discurso mais empoderador e, de uma maneira mais intensa, com acordes mais vibrantes.
Florence Welch diz que esse foi o primeiro álbum que ela gravou totalmente sóbria e, recentemente, deu uma entrevista falando sobre seu problema com álcool e como o superou.

O fato é que “High As hope” é melódico em todo seu caminhar, um álbum completamente firme em seu desenvolvimento, sem deixar de lado a marca do grupo – especialmente da Florence. Misticidade do som.

Um tom mais pop barroco, com harpas e piano, e obviamente, com a voz inconfundível e única da Welch. O álbum já é um hit no meu coração, o tipo de álbum que não têm música enjoativa ou repetitiva, Florence sabe mesmo a fórmula do sucesso. Então, paz e amor pra todos nós, apenas.

Um dia cinza e uma flor

Eu não sei você caro leitor, mas eu sempre me sinto inspirada em dias cinzas lá fora, não sei se é porque meu peito é meio cinzento ou se é só o modo como o frio e as nuvens densas e pesadas ficam me encarando e encarando… elas parecem dizer baixinho e sereno “eu te entendo, eu te entendo…”
Bom, o fato é que, estava chegando de uma rápida viagem neste sábado cinzento, cansada estava eu, e no meio do caminho – Não tinha uma pedra. Tinha um girassol. Isso, um girassol.
Normalmente eu teria apenas olhado para o girassol e dito “Que Lindo!” daí seguiria viagem para casa, mas como eu disse, o dia estava cinza e, também, tocava The Smiths nos meus fones de ouvido, parei para apreciar o girassol.
Notei cada pequeno detalhe daquela flor tão estonteante e pensei: Meu Deus, este girassol sou eu.
Era uma flor linda, como todo girassol, tudo bem, há quem não ache boniteza alguma num girassol – vejam só, não dá pra agradar a todos, mas caramba, é um girassol – algumas pétalas estavam arrancadas e mesmo assim ele crescia em um terreno infértil e no meio do concreto rochoso da cidade… Viu só?
Já parou pra pensar como muita gente, talvez você seja assim, como esse girassol? Gente bonita por fora e por dentro, gente que cresce em solo infértil? Foi mastigado, triturado, perderam pedaços e foram pisados pela vida – situações, pessoas e até por si mesmo.
Gente que apesar disso tudo, resiste a cada sol raiando ou dia de chuva, gente que mesmo sentindo o peso dos machucados escolhem ser sensíveis e gentis, não porque acham que devem esconder suas feridas e parecer felizes, mas porque o sangue pulsa poesia por todo lado, e sabem o quanto a gentileza torna o mundo melhor.
Fui lá e postei a comparação no Instagram stories, sabe como é a vida moderna, a necessidade constante de mostrar ao mundo o nosso olhar sobre ele, por vezes bom e ruim, mas tudo bem, isso é assunto pra outro texto, o que acontece é que recebi várias mensagens sobre o girassol “Que lindo, Maby! Tirasse tanta poesia do girassol”, “pesado!” e uma das mais interessantes “Talvez esse girassol só precise de cuidado.” Sabe de uma coisa? Esse girassol precisa sim de cuidado. Não necessariamente que alguém cuide – isso também é bom – mas eu e você girassóis, precisamos nos regar um cadinho, sair pra tomar um sol, iluminar nosso redor com uma boa luz – a que vem de dentro.
16° graus Celsius, o dia está cinza novamente enquanto estou a escrever isso, e eu estava cá ouvindo uma música do danado do Alceu Valença, me preparando para sua apresentação de logo mais, e os versinhos ecoando “gira, gira, gira, gira, girassol…um girassol nos teus cabelos” e, bom, me veio a vontade de lembrar do dia em que tinha um girassol no meu caminho, e deixar gravadinho neste texto, pra que eu possa nunca esquecer o quanto ser sensível é um privilégio e ser gentil é uma dádiva, crescer significa resistir e tentar: tentar ser melhor a cada dia que passa. Estamos florindo, cada um a sua maneira e intensidade.

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5 cenas de filmes clichês

Eu sou aquela pessoa super (mas não tanto) consciente, que no fundo sabe que o amor romântico criado e disseminado por Hollywood é uma farsa e só serve pra nos deixar frustradas com a realidade. Eu sei, eu sei – Fato.

Mas, não adianta, eu adoro ver filmes teen bem clichezentos “Que saciem todos os meus desejos adolescentes incubados.”  (rindo de nervoso).

Separei cinco cenas bem fofas, que pelo amor, não tem como não se derreter com as palavras e até aprender alguma coisinha pra vida, vai!

1- Simplesmente acontece 

“Escolher a pessoa com quem você quer dividir a sua vida é uma das decisões mais importantes que, qualquer um pode fazer, sempre…”

 

2- A culpa é das estrelas

“Alguns infinitos são simplesmente maiores do que outros…”

3- Como eu era antes de você 

“Viva intensamente, Clarke. Supere seus limites, não se acomode…”

4- As vantagens de ser invisível 

“E, nesse momento, eu juro: nós somos infinitos.”

5- 10 coisas que eu odeio em você 

“Odeio quando me faz rir muito mais quando me faz chorar, odeio quando não está por perto…”

 

Bônus: Marley & eu 

Esse não é clichê – É amor real mesmo hahaha.

“Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre (…) Dê seu coração pra ele e ele lhe dará o dele.”

A onomatopeia do medo

Eu sempre tive medo de altura, do escuro e até mesmo de imagens fantasmagóricas que poderiam surgir no sombreamento das luzes durante a noite, mas nada se comparava ao medo que eu tinha do tempo ocioso, do tempo que suga e nada repõe, apenas do tempo…

Não era neurótica a ponto de temer a idade avançando e pelas rugas que iriam surgir, ou mesmo, pelas coisas as quais não teria mais tanto vigor a fazer – Piscina de bolinhas, cama elástica. A gente supera com o – tempo.

Tão pouco me importava com a morte. Na minha cabeça já havia enfiado: “Todos nós vamos morrer, faz parte. Vai acontecer.” Nem vale o aborrecimento.

Eu tinha medo era de não aprender nada com o tempo que eu tinha e nem sabia sua quantidade, ou de não usá-lo de maneira satisfatória. Mas satisfatória pra quem?

É…

O mundo moderno é excitante de várias formas, mas ao mesmo tempo, toma um bocado de TEMPO. Esse mundo moderno, me infantiliza mais do que eu gostaria e deveria ser, fico com medo disso e daquilo, são tantas opções e se não for isso? Vou precisar fazer tudo de novo? tic-tac tic-tac…

Então eu ouço as pregações de moral, e ouço conselhos que são ótimos: Na teoria.

Eu penso um zilhão de coisas aqui e acolá, faço centenas de trajetos e planos para organizar meu tempo futuro – aquele que eu nem sei se virá – e assim a vida segue. Mas segue mesmo? Aquela voz interna bem sabida fica a espreitar.

Também não era tola, sabia que o tempo era precioso, que a vida de nada valia sem que a gente vestisse gargalhadas espontâneas e tivesse alguém pra abraçar em dias ruins – hoje, aqui e agora. Presente. – Sabia que o prazer inefável da vida estava em pequenas coisinhas, verdadeiras. E essa talvez seja a maior definição de um “Maluco beleza” dito pelo Raul. A gente têm consciência de tanta coisa e ao mesmo tempo, a loucura parece querer nos sucumbir por completo.

Oras, eu ainda não sei dizer de certo qual é realmente minha cor favorita, nem escolher a música preferida, nem mesmo sei definir o sabor de sorvete que me faz lamber os dedos – essas coisas tão bobas e clichês, não sei. – Mas, me pergunte meus medos, e eu sempre irei dizer: O tempo me causa arrepios, estalos por todo corpo. O quê eu faço com ele? Tic-tac tic-tac…

 

Ouça Olivia O’brien

Conheci O’brien após ouvir a música ‘i hate u i love u’, e me apaixonei pela música e pela voz dela. E assim fui em busca de mais músicas dela, e adorei mais ainda.

Olivia O’Brien é uma cantora e compositora norte-americana. É conhecida por sua colaboração com Gnash em “i hate u, i love u”, canção que esteve colocada entre os dez postos da Billboard Hot 100. Em 2016, lançou seu single de estreia “Trust Issues” e duas faixas seguintes, “Root Beer Float”, com participação de Blackbear, e “Find What You’re Looking For”.

Irei falar de algumas músicas da Olivia que eu realmente gostei, e me deu vontade de compartilhar  com vocês, e vou começar com uma da minhas preferidas que é “trust issues’.

TRUST ISSUES

Trust issues definida como uma canção de empoderamento, O’Brien disse que fala “para as garotas e qualquer pessoa que não quer ser tratada como sendo menos do que um cara ou qualquer pessoa que tenha dificuldade em obter auto-estima sem a aprovação de outra pessoa”.

“Estou apenas deixando você saber que estou emocionalmente indisponível
Eu adoraria retribuir seu amor, mas eu sou incapaz”

 

FUCK FEELINGS

“Fodam-se os sentimentos, juro que essa merda arruinou minha vida
Tudo que eles sempre fazem é desperdiçar meu tempo”

 

TEQUILAWINE

“Misture essas bebidas até você ficar sem foco
Então eu nem percebo
Mistura essas bebidas até que seja uma visão borrada”

 

FIND WHAT YOU’RE LOOKING FOR

 

 

Eu sempre soube que você seria aquele que iria
Me derrubar, não, não é divertido.

NO LOVE

“Disse que precisava de mim, mas acho que você não precisa mais
Porque você conheceu alguém melhor agora você está saindo pela porta, sim”

 

I HATE U, I LOVE U

 

“Eu sinto sua falta quando não consigo dormir
Ou logo depois do café
Ou quando eu não consigo comer”

 

EMPTY

“Queria poder apagar minhas memórias, assim eu poderia parar de me sentir tão vazia
Eu queria que essa merda não fosse tão tentadora”

 

RIP

 

“Juro que é como se eu nem te conhecesse
Sim, eu sinto falta do antigo você”

 

Espero que gostem ❤

 

Um tempo para as pequenas coisas

Okay, aqui vai um post com atividades bem prazerosas e, melhor, ao alcance da gente num estalar de dedos.

Garanto que fazer pelo menos uma dessas atividades na sua semana, irá te render uma energia inebriante, uma sensação de paz e felicidade instantânea.

1- Caminhar na natureza (ou pelo menos perto).

Muita gente tem ficado cada vez mais enclausurada em casa, no trabalho, na “internet” etc e isso pode até soar clichê, mas contemplar a beleza dos fenômenos naturais é uma sensação que não se pode deixar de lado. Desafio você a sair pra contemplar as flores, o canto dos pássaros pela manhã (manhãzinha mesmo) ou observar um pôr do sol, um céu estrelado, o barulho do mar e as ondas batendo nas rochas (pra quem vive no litoral), só contemplar (e por que não se exercitar também?!). Ah, vai! Na sua cidade tem pelo menos uma pracinha arborizada e cheia de florzinha.

Ps. Costumo fazer isso com fones de ouvido e música, pra mim, fica ainda melhor.

2-  Tenha conversas profundas com seus amigos 

Marcar aquela tarde/noite com os amigos é sempre adorável, não importa se só tem um ou dois, o que importa é ter um amigo e ser ao vivo e a cores (risos), você se lembra da sensação? A sensação de conversar com seu melhor amigo e de repente estarem travando conversas tão galácticas, conversas que só são possíveis quando você está com alguém em mesma sintonia?! Pois é! É sempre bom juntar as paranóias, os traumas, as referências, os debates, as gargalhadas e os sonhos com nosso “mais que amigos, friends!” (manjada, eu sei! Não resisto).

3- Faça algo mesmo que você ache que não é bom nisso. 

Já fez alguma coisa por hobbie mesmo sem achar que “prestasse”? Se não fez, deveria.

O barato de fazer uma coisa inusitada, é fazer por diversão. Eu mesma, não acho que escrevo lá essas coisas, mas adoro fazer isso porque me entretém e faz minha imaginação voar. Você não precisa ser um Renoir,  Gogh ou Tarsila, pra se jogar na pintura (inclusive, estou testando aquarelas e é MUITO terapêutico e divertido), você não precisa ser um artista renomado pra tentar qualquer coisa que aflore sua sensibilidade e desperte diversão. Vai lá!

4- Leia livros e assista filmes

Clássica. Talvez a que não seja tão descartada por vocês, mas é sempre bom lembrar que um bom livro ou um bom filme tem um poder enorme de nos proporcionar prazer e sabedoria.

Como sei que é mais fácil… Vou tomar a liberdade de deixar cinco filmes que são ótimos pra despertar a sensibilidade.

>1- Na natureza selvagem (sobre o sentido da existência, viagens etc) 2- O fabuloso destino de Amelie Poulain (Sobre o amor)  3- Frances Ha (sobre sonhos) 4- Uma beleza fantástica (sobre amizade) 5- Mesmo se nada der certo (Sobre música e perdas).<

5- Cante alto e dance loucamente.

Okay, esse não precisa de platéia, só de você e sua empolgação. Colocar os fones e deixar sua música favorita no último volume é a receita certa para o show começar  (pode até ser embaixo do chuveiro, ok), o importante é se permitir ser contagiado pelo simples fato de poder cantar a todo pulmões e dançar porque a sensação é ótima. Lembre-se, você tem um corpo em funcionamento e isso é um milagre da vida. Aproveite!!!

6-  Faça fotografias.

Que tal começar  a documentar o cotidiano? Tirar fotografias só pra captar os detalhes, os dias bonitos e as pessoas que ama? A beleza das pequenas coisas… Já pensou, lá na frente você terá um punhado de retratos de uma época que trouxe inúmeros aprendizados e belezas. Vai lá, usa mesmo o celular ou uma câmera de última geração, o importante é clicar.

7- Abrace quem você ama.

Isso vale desde sua mãe até seu animalzinho de estimação. Um abraço de quem se ama pode apaziguar um coração revolto, uma mente pertubarda, um dia caótico… (confesso que preciso melhorar isso, não sou muito de abraços, mas já senti os benefícios deles haha), então tá esperando o quê pra abraçar alguém inesperadamente?

8- Cuide de você mesma.

Por último, mas não menos importante. Cuidar da gente mesmo é algo que não devemos deixar de lado N-U-N-C-A. Averiguar sempre como anda sua saúde, cuide da sua alimentação, tire um dia na semana só pra se cuidar (SPA, relaxar, tomar chá, ler Gibi, assistir talk show, testar uma nova cor, tomar sorvete, fazer brigadeiro…), BEBA MUITA ÁGUA, vá a festas, dê presentes pra si mesma e por aí vai.

Bom, é isso! Amo vocês e desejo dias abençoados! ♡

 

Não leia rapidamente- TCD

Eu sei que o dia dos namorados já passou, mas eu sempre sou (A) atrasada. Decidi compartilhar com vocês um texto maravilhoso do livro “textos cruéis demais para serem lidos rapidamente” (eles tem página no Facebook, site e ig), esse vai especialmente pros solteiros que ainda não encontraram seu par!

Gente, sério, não esperem menos do que isso. Obrigada, de nada. Leiam e sejam salvos por esse texto. Bye.

Vinte e seis

“você vai encontrar alguém que goste de você. daquilo que você é, da sua imagem interna e externa, de tudo que você carrega como bagagem emocional, física e psíquica. alguém maduro o suficiente pra não te empurrar pra esses joguinhos afetivos. alguém maduro o suficiente pra te lembrar que o amor se constrói juntos, mas que antes disso vem o próprio, que se constrói a duras penas. alguém que vai rir da maneira como você toma sorvete. alguém que te levará a todos os cinemas alternativos da cidade. alguém que fará da sua própria casa um cinema alternativo para vocês dois. alguém disposto a lutar por você. não porque relacionamentos são batalhas e o amor, uma guerra; mas porque é bom diminuir o orgulho, pedir perdão e dizer “fica, por favor, fica”. alguém sem melindres, limpo dessa sujeira que a gente tá construindo: se ele não vier falar comigo, eu não vou. se ele não demonstrar nada, eu também não demonstro. alguém livre dessas convenções sociais tão, mas tão tristes, que no final das contas tem apartado uns dos outros de estarem bem, quem sabe felizes, até mesmo unidos.

alguém que vai ouvir toda playlist que você fizer pra ele. e te pedirá pra fazer outras, porque há gosto e vontade de ouvir. alguém que, igualmente, crie playlists e te mande músicas aleatoriamente. porque, quando não há papo, há pelo menos música. alguém que não goste de ir e vir toda hora, mas sim vir e estar. porque muita gente se acostuma com à ideia de ir embora como uma desculpa pra não estreitar laços, estendê-los ou fincá-los. alguém que goste do seu cabelo pela manhã, da cor das pálpebras, da largura das costas enquanto você dança pela rua, do seu jeito de falar sobre cinema brasileiro, da textura da voz cantando Gilberto Gil, alguém que vai te olhar nos olhos e pedir perdão pela dor causada. alguém honesto o suficiente pra te fazer ficar. alguém que te lembrará diariamente o quão maravilhoso, forte, brilhante e inteligente você é. alguém que, sem rodeios, vai dizer que te ama. alguém que se esqueceu do relógio social pra se expressar e se expressa assim mesmo.

que vai te carregar no colo por pura espontaneidade. alguém capaz de enxergar a dor em você e querer cuidar dela. não como se fosse um herói ou o salvador; mas sim como quem diz: “ei, eu estou aqui, você não precisa carregar isso sozinho”.
um dia você encontrará alguém que te lembrará o porquê de você ter estado sozinho por tanto tempo. e você vai agradecer por ter estado sozinho por tanto tempo. alguém que vai te fazer agradecer todos os dias: a companhia, o tato, a simplicidade, a ternura e o afeto. alguém que vai saber do centímetro dos seus pés, da espessura da sua solidão em dias mais ocos, da profundidade das cicatrizes que você carregou por tanto tempo sem esperar que um dia alguém te ajudasse na cura. não que esse alguém vá te ajudar a superar a tudo e todos; é só que esse alguém está disposto, e estar disposto, a essa altura da vida, diz muita coisa. diz que o peito ainda inflama por pequenezas. que ainda existe o desejo de amar, porque amar ainda é o que de mais revolucionário pode acontecer no mundo, diz que, embora o caminho da entrega seja tortuoso, lá na frente valerá. Aliás, não só lá na frente. aqui, agora, também.

você vai encontrar alguém que assista a todas as suas séries desconhecidas. e ele vai gostar delas. alguém que não vai reparar no seu nariz maior do que a média, nem vai se importar se o seu corpo é um espaço para caminhos um tanto quanto indesejados. alguém que te levará a festas, mas que também fará carnavais particulares e bem mais barulhentos dentro de você. alguém capaz de retirar o peso do mundo dos seus ombros e que não humilhará a sua essência mais densa e cheia de farpas. pelo contrário: erguerá um altar para sua sensibilidade ter onde dormir. alguém que te entregue uma adrenalina no peito e que a tome de você no instante exato em que descobrirem o centro do universo um do outro. será você voando pelo céu de um amor bom.

alguém capaz de te fazer transbordar na mesma medida em que te fará perceber que você, por si mesmo, é apto a ser feliz e completo, que não vai expropriar aquilo que você é, mas sim acrescentar pele, osso e músculo.
alguém que vai entregar o coração a fim de que você receba oxigênio, quem sabe amor, até vida. e que não vai ser leviano, afinal, ao perceber que mesmo assim pode acabar. alguém que saberá a hora exata de partir e não fará desse fato uma tentativa de te partir. alguém que pode aparecer amanhã, daqui a dez anos ou mais, ou que pode não vir,

porque talvez ele seja você”.

 

Aprecie o vídeo:

 

Outono, 2018.

Acordou naquele dia úmido e, no entanto, solar. Era outono e a brisa morna soprava em sua janela e trazia lembranças das quais ela forçava a esquecer, era como se fosse uma luta invencível.
Existia uma melodia que tocava penosamente e a transportava, existia um programa de TV e um aroma familiar como se fossem sândalos cor-de-violeta imersos num copo d’água que ela forçava a beber e, era tudo mágico dentro daquela sua cabeça de vento, e aquilo tudo a levava até o gosto adocicado que ainda insistia em existir em sua boca e o acolhimento de seu coração – um falso passado –  e ela olhava em descrença para seu próprio reflexo no espelho, como era possível ser assim… Assim tão gentil com os demais e tão maldosa consigo mesma… assim cheia de vida por fora e a se matar por dentro, como podia Deus, como podia?
Abria os braços tentando alcançar o sol e sentir os batimentos cardíacos, e ouvia o som dos pássaros lá distante e as casas silenciosas, e parecia sozinha mas não estava, nunca estava sozinha e disso sabia, mas era tão tonta que, ficava a lembrar das coisas que já se passaram, era tão tonta que acreditava nas suas próprias desculpas, nada superava. E desacreditada das novas coisas, fechava–se…
Vez ou outra durante o dia encontrava alento em novas canções que a deixavam flutuar para lugares nunca antes alcançados, e dançava para fazer o corpo sentir o vento e os pés sentirem o toque da terra macia, era sempre tão anormal ser assim… Os outros, os outros pareciam tão distantes.
Havia se dado ao luxo de se amar, ainda assim, era tão caro…Mas a liberdade dançava solta naquela manhã azul e o cheiro do sonho, que parecia mato verde e terra-molhada, ficava ali encarando à sua face pálida, na indivisível sensação de que o tempo voa e ela precisava voar junto com ele.

Ao som do chorinho, pelo Leblon.

“Não! Não! Não! Eram as únicas palavras em vibração que saiam da boca daquela mulher. Que mulherzinha estupefata. Que língua afiada. Que olhar perverso. Que dominadora de palavras. Que… Cabelo gracioso que parecia como um nicho barroco e, que voz… Ah, ela era de fato bela, em toda a sua composição.
Tudo deu-se inicio em uma tarde ensolarada no Leblon, sentado em um banco de cobre e ouvindo os músicos franzinos na margem da lagoa Rodrigo de Freitas, o som daquele chorinho parecia querer entrar pelas minhas veias e deixar-me acabado – deveras que aquela altura já estava eu acabado – acendi um charuto, as mulheres passavam graciosas, era um desfile sublime de pernas negras, brancas e amarelas assim como escreveu Drummond certa vez, um desfile de tamanhos e cores. Era um paraíso na terra, e olha que, para mim, a terra era um inferno. Eu, homem de poucos amigos e muitos papéis, havia retirado de meu paletó meu fiel amigo, meu bloquinho de anotações, estava a fim de rabiscar uns versinhos, me faltava apenas uma dose de Chivas naquela energia solar inebriante…

“Donzela dos olhos pequenos, pequena criatura pálida e amável”.

-Não, nada bom. – resmunguei.

Rasguei então aquele papel meio amarrotado transformando meus versos numa pequena bola e, aquela bolinha carregada de um eu enferrujado, arremessei-a na calçada.
O bonde passou naquele instante e observei as mulheres ali dentro e as crianças e os homens abatidos e tudo quanto é gente, gente cheia de si e do mundo, observar a vida era sempre um exercício libertário. Mas o que era mesmo a liberdade? Pensei. Talvez algo utópico ou apenas como sentar e contemplar, usufruir de meu próprio tempo e do meu próprio modo, quiçá.

– Não! Não! Não! O senhor já está bem crescido pra saber que lugar de lixo é no lixeiro, não achas tu?

Era uma voz bonita, tinha que concordar, mas ela estava vociferando e percebi, um pouco tarde, que eu era o culpado pelas vociferações.
Levantei minha cabeça pronto para a mandar procurar outra coisa pra fazer, ao invés de me importunar, mas naquele momento, bem… Ela tinha um semblante de anjo, como podes?
Seus cabelos pareciam cascatas caindo sobre os ombros, chegando à altura dos seios e movimentavam-se rebeldes ao vento, a pele morena e uma boca carnuda que não cansava em falar, dizia algo sobre aquecimento global, sustentabilidade… Quem usava tais palavras? Valhei-me!

-Foi um equivoco senhorita.

Ela ficou ali batendo o pé de braços cruzados me olhando com desprezo.

– É por isso que mundo está assim, sabe por que? – esperou que eu a respondesse, abri a boca três vezes e nada saiu. – Porque está cheio de equívocos. – bufou.

– Você precisa se acalmar, senhorita. Isso sim! – voltei-me ao bloquinho.

-Ah, é? Estou cansada das pessoas acharem que eu devo me acalmar. Ora bolas, eu quero é que vocês entendam as coisas que estão erradas e ao invés de ficarem com suas bundas sentadas por aí, tentem consertá-las.

Ela era meio histérica, mas era bonito ver toda aquela afobação. Ela era viva!

– Tá, ninguém pode salvar o mundo sozinho, então vou continuar com a minha bunda bem aqui. – retruquei.

– És só mais um dos muitos – disse ela com ar de desdém – Não! Não! Não! Consegues ser pior, fica por aí com toda essa áurea de artista e, no entanto, deves ser apenas um burguês pseudo-intelectual.

Ora, bolas! Que mulher inteligente…

E assim, lá se foi a jovem mulher tempestuosa e crivil, me ensinou que não era um papel jogado no chão o motivo das raivas vexaminosas, aquilo foi apenas uma espécie de estopim, ela tinha consigo um carregamento de decepções e falhas, talvez parecidas com as de uns e muito diferente das de outros, mas existiam. Ela tinha sede de justiça, uma justiça que não abarcava só a si, mas a um punhado de gente e de mundos”.

Ouça El Efecto

Conversando sobre música com um amigo, ele me indicou todo empolgado – o que foi até estranho porque ele é de poucas palavras –  a banda “El Efecto”, e disse que “memórias do fogo” era o melhor álbum nacional lançado esse ano.

Com essa propaganda toda, fui mesmo conferir e eis que depois de analisar o álbum e conhecer a banda, cá estou eu para indicá-la a vocês, música boa tem mesmo é que circular, né? (risos).

El Efecto é uma banda carioca independente, seu estilo permeia entre o rock progressivo, post-hardcore e mpb, surgiu em 2002 e tem 5 álbuns de estúdio: Como qualquer outra coisa (2004); Cidade das almas adormecidas (2008); Pedras e sonhos (2012); A cantiga É uma arma (2014) e Memórias do fogo  (2018).

Irei falar sobre o álbum ‘memórias do fogo’, mas antes não posso deixar de falar da canção que segundo minhas pesquisas pelo google, é um dos maiores sucessos da banda, a canção “O encontro de Lampião com Eike Batista”, que está no álbum ‘pedras e sonhos‘ e narra um suposto encontro entre o ex-bilionário e a principal figura do cangaço, inspirado na linguagem da literatura de cordel.

Essa música além de trazer uma crítica de cunho político-social, deixa aceso um pedaço de cultura e da história brasileira, em arranjos muito bem trabalhados (eu como nordestina, me sinto muito grata em apreciar um som tão bem estudado e poético, vindo lá do sudeste do país).

 

Memórias do fogo, minhas impressões:

De cara, a sonoridade da banda te pesca os ouvidos nos primeiros instantes, isso porque a banda chega a misturar ritmos que dificilmente imaginaríamos juntos como o samba, metal e mpb em uma única canção, por exemplo (difícil imaginar, mas bem trabalhado).

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Memórias do fogo é como se fosse um convite para que as pessoas passem a se questionar sobre as opressões sofridas direta e indiretamente em nossa sociedade, são histórias contadas e letras que evocam simbolos de luta, além de mostrar toda a diversidade da música brasileira.

O álbum dá início com a canção “café” que é uma das minhas favoritas, e faz uma dura crítica ao período da escravidão, onde pessoas trabalhavam duro na lavoura para que outras tomassem seu café em Paris. Logo em seguida, a música “O drama da humana manada” que é minha favorita, abre espaço para o debate acerca do capitalismo e da luta constante do proletariado contra esse sistema, jogando na roda temas como a “meritocracia” e fazendo até alusões a Karl Marx.

As faixas seguintes não deixam os temas críticos de lado, no entanto, ousam um pouquinho mais em suas misturas, são sonoridades como um samba de boteco, um folk oriental, reggae e até rap. É incrível como eles conseguem misturar os ritmos tão naturalmente, e fluir de forma satisfatória.

No entanto, devo apenas torcer o nariz pra última faixa do álbum, a canção “incêndios” que na verdade, é apenas por questão pessoal mesmo, a música tem muita influência do metal e parece que quanto mais velha eu fico, mais eu amo música lenta ou de cultura regional, e “incêndios” sem dúvidas me soou como uma confusão instrumental da qual me lembrou meus tempos de adolescência já saturado, paciência não temos mais.

De resto, El Efecto me surpreendeu muito, a fusão de estilos em uma única canção junto a mensagens tão importantes para nosso meio, só por isso eu espero muito que consiga alcançar pessoas dispostas a dar uma chance pra banda, ela merece (e vocês também rs) !

Álbum completo:

 

 

 

 

 

 

7 mulheres poderosas em séries

Eu estou aqui para enaltecer 7 mulheres incríveis de séries que assisto e que me inspiram, e na próxima semana será 7 mulheres de filmes. Espero que vocês gostem desse post tanto quanto amei fazê-lo.

1- Daenerys Targaryen (game of thrones)

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Claro que eu tenho que começar com a personagem da minha série favorita. A mãe dos dragões teve seu trono ursurpado durante a rebelião de Robert e nem por isso desiste dos seus objetivos e sonhos, indo à luta e não permitindo ser controlada por nenhum homem, deixando de ser uma garota tímida, com pouca confiança e auto estima, para se tornar uma mulher confiante e corajosa, ganhando sua independência e defendendo seus semelhantes com um coração nobre cheio de justiça.

2- Annalise Keating (how to get away with murder)

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Protagonista da série, a Annalise é uma mulher inteligente e decidida. Advogada, professora e dona de si, a personagem é sem dúvidas o ícone da série e demonstra isso em atitudes brilhantes e com elegância, sendo ácida e perspicaz. Ela faz com que você sinta-se capaz de qualquer coisa, e mostra o poder que tem.

3- Lagertha (Vikings)

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RÁ! Essa é uma guerreira da região escandinava e que se tornou um ícone feminista, apesar de ser esposa do líder Ragnar, ela nunca foi submissa a ele e quando ele partiu para explorar a inglaterra, ao invés de ficar em casa cuidando dos filhos,  foi junto. Sem contar que ela matou estupradores e não perdoou a traição do marido. Ícone, né? hahaa

4- Mary Stuart (Reign)

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Mary princesa da Escócia, desde criança ficou escondida em um convento para se proteger e se preparar para tornar-se rainha um dia.  Levada à França para casar com o herdeiro do trono, a princesa passa a enfrentar vários desafios e amadurece em cada um deles. Apesar de ter apenas 15 anos, Mary surpreende a todos com suas atitudes.

5- Jéssica Jones (Jessica Jones)

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Jéssica Jones é uma detetive personagem da Marvel.  Mesmo traumatizada pelo seu passado terrível, ela decide usar seus poderes para derrotar seu inimigo maior. Lidando com conflitos internos e conflitos na cidade, a personagem consegue ser complexa em sua humanização apesar se ser uma heroína.

6- Clarke Griffin (The 100)

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Clarke está na prisão da arca e por isso faz parte dos 100, lançada a terra para verificar se ela está habitável junto com 99 outros “delinquentes”, a personagem vira uma espécie de co-líder que toma decisões de vida e morte para defender os seus, tendo que conviver com o peso de suas decisões. Clarke é obstinada, determinada, fiel e inteligente.

7- Arya Stark

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Mais uma personagem de GOT, e sem dúvidas, dispensa comentários hahaha… Arya desde criança demonstrou ter seus próprios interesses e habilidades, sem se importar com os “costumes de época destinados as moças”, perdeu tudo que tinha e foi separada da família, mas não deixou de lutar pelo que deseja.

Bônus: Eleven (Stranger Things)

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Claro, né? O bônus nunca falta por aqui hahaha, mas dessa vez a personagem é mirim, e no entanto, poderosíssima!

A Eleven “perdeu os pais”, foi usada como experimento em um laboratório e apesar de tudo, é uma personagem que aprendeu o valor da amizade e nos mostrou o quanto isso é importante. Eleven é sem dúvidas uma personagem determinada e que, as crianças em especial, estavam precisando como referência.

E ae, quais são suas favoritas?

Sou mar!

“Mais uma noite caiu e a nova carne sente o cerne do tempo, das desilusões e de tudo aquilo que chamamos de vida, e de tudo que poderia ter e ser, ouvindo a melodia no rádio sintonizado em uma estação qualquer, a canção apaziguadora que ali se dissipava era no entanto o canto de alguém que também sentia muito, aflorados sentidos… Ora, é que aquele riso foi como o canto dos anjos célebres, como as estações que se passam e pouco as notamos, mas que com suas peculiaridades nos fazem entender que tudo é muito único, e que o muito é especial e belo.

Além, mais além que acima do céu e tão próximo dos anjos, no altar infinito e intocável está o meu e o seu coração, estão as preces e os murmúrios de quem quer e sofre porque quer e não o têm, eis que a vida é no entanto trágica e linda, e buscamos a entender, mas não a entendemos.

Sou o mar! Você é o mar! Mar revolto ou silencioso, que esconde sob sua superfície um punhado de segredos, e que enquanto agita-se em um lugar, acalma-se em outro, e eis que vem um pescador… Nobre ou tosco pescador!

Pesca-me os sonhos, os medos, os personagens, os desejos e não me pesca, nunca pesca… E o manto azul me envolve em seu tempo oscilante e terno…”

 

Garimpando minhas notas no celular e encontrando escritos, postei e sai correndo hahaha ❤

Ao som…