Resenha da série: the end of the f *** ing world

A série britânica disponível no catálogo da Netflix é uma adaptação dos quadrinhos de Charles Forsman, e alia o humor negro ao drama.
James (black mirror) e Alyssa (Penny Dreadful) são adolescentes problemáticos tentando entender a si mesmos, cada um com traços quase caricatos.

James, um jovem apatico e que acredita piamente ser um psicopata pronto para assasinar alguém, e,  por outro lado, temos a Alyssa que carrega alguns traumas e se sente no dever de infernizar qualquer pessoa ao seu redor (por vezes faz você a achar esnobe e birrenta).

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Os dois enxergam um no outro a possibilidade para sanar suas necessidades individuais: ele enxergando Alyssa como sua possível primeira vítima e ela enxergando no garoto a possibilidade de confiar e sentir-se segura com alguém.

A série conta com uma narração dupla, podemos ouvir os pensamentos dos jovens e assim se dar conta da sensível incoerência adolescente.

Um dos pontos altos da série é sem dúvida a parte técnica. A montagem muito bem feita e precisa, encerrando frases de apoio e dando sentido a elas, a fotografia é muito indie e  temos a sobreposição de luzes na floresta, na praia e até mesmo em lugares fechados, fazendo com que as cenas ganhem um tom muito alternativo e bucólico e isso junto aos figurinos que tramitam com a mesma sensação.

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A trilha sonora é recheada com rock clássico, country, blues e pop, sendo colocada de forma magistral nas cenas e dando charme a série. Quer mais um motivo pra não pôr defeito na qualidade musical da série? Lá vai! A trilha original de the end of the f ***ing world foi composta pelo co-fundador de Blur, Graham Coxon.

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A série engata a vida desses dois adolescentes tentando se encontrar no mundo de uma forma bem diferente do que o que estamos acostumados e talvez por isso tenha me feito engolir tudo em um único dia, ela vem tratando de assuntos importantes; como as feridas deixadas pelo círculo familiar, o abandono, brevemente sobre suicídio, estupro e assédio em 8 episódios de uns 20 minutos cada.

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Apesar de todo o drama que cerca a história, Forsman prefere utilizar do humor ácido e politicamente incorreto para conta-lá.

Então, que tal dar uma chance a essa série legal pra c ***lho, hein? (desculpa, não resisti!) hahaha!

Trailer:

 

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