A importância de sentir a “BAD”

Bad é uma palavrinha inglesa que expressa o significado daquilo que é mal/ruim/pra baixo e, que a maioria da geração Z, tem adotado em seu vocabulário constantemente.

Em um mundo onde temos situações conflitantes que são constantes, e nos encontramos quase que á mercê de respostas para nossas perguntas internas angustiantes, a bad parece de fato tomar conta de cada um de nós, sem deixar espaço para que respiremos aliviados… É, talvez.

Nós temos então um leque de bad’s para dar e vender; a famosa ressaca moral, a pressão psicológica, as desilusões amorosas (diria até que essa ocupa o pódio), as desilusões sobre amizades, as brigas famíliares e com isso as famosinhas mágoas, e daí vem mágoas e vacilos de vários tipos e tamanhos (sabor e forma? pode ser!) que são causados por nós mesmos ou outrém, e como se não bastassem todas essas, ainda surgem as bad’s (entronas) inventadas e alimentadas por nossas próprias cabecinhas cheias de paranóias. tenso.

Mas por que evitar senti-lás? Vejo jovens constantemente maquiando sorrisos e vivendo um “momento vazio” tudo isso para dizer socialmente “ei, eu estou bem”, e cada vez mais vejo que tais pessoas acabam por perder aos poucos sua sensibilidade, o que há de errado em pôr pra fora? o que há de errado em não ser forte o tempo inteiro?

Primeiro, tá em uma bad? Ok, prepare as músicas mais tristes possíveis e digo isso seriamente. Ouça Cash, Lana Del Rey, The Smiths e por aí vai e sofre (sofre bem muito), vê filmes melodramáticos, e chora no banho, e escreve o que tá sentindo (enquanto chora também), você precisa desse tempo, você precisa sentir à flor da pele aquilo que te agride internamente.

Depois, põe mais pra fora ainda, conversa com alguém confiável sobre o que você tá sentindo, melhor ainda se tiver um (a) psicólogo (a), e adianto dizer que nossa geração precisa mais que nunca desse profissional da saúde, e mais ainda porque a antiga precisou e nada foi feito, vemos então esse amontoado de “falhas” que poderiam de certo modo terem sido trabalhadas e quem sabe, evitadas. Não há nada de errado em pedir ajuda, em pedir conselhos, em dizer que o momento não está bom, somos seres humanos e obviamente ninguém aqui é um protagonista da marvel ou Dc comics.

Você irá perceber que quanto mais você cospe pra fora essa dor interna latejante mais ela vai diminuindo e você se perguntará: “tá, mas eaí? eu vou ficar nessa pra sempre?”

Nem vai fazer mais sentido, até porque as pessoas ao seu redor vão mudar, você vai fazer uma auto- análise do que aprendeu, novidades irão surgir e você vai ter expulsado os sentimentos ruins ao invés de guardá-los e maquiá-los.

Então eis que surge o momento da glória e você finalmente se dá conta de que a vida passa muito rápido e que tem coisas realmente incríveis pra aprender, viver, conhecer do quê ficar atolado em uma bad, mas que pra chegar até a glória você precisou sentir essa bad intensamente e verdadeiramente.

 

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