Os discos nacionais de dois mil e dezoito

Tá, não poderia terminar o ano sem listar os discos que foram lançados esse ano e foram presentes para meus ouvidos. Preciso deixar registrado aqui, dois mil e dezenove me aguarda com novas canções tão boas quanto, espero.

P.S: vou deixar de fora Bluesman, já rasguei seda o suficiente.

1- Casas

20181231_173307_0001

Aquele tipo de disco que é abrigo pra tu morar. Puxar as cobertas, preparar um café forte e ouvir o cantar de pássaros lá fora. Casas é um disco guiado pela essência das emoções, que tece histórias do íntimo e com um minimalismo doce. A voz arrastada, lenta e por que não embriagada? São características fortes do Rubel.

faixas favoritas: partilhar e mantra.

2 – Viagem ao coração do Sol

20181231_173507_0001.png

Um disco sobre liberdade. Com um olhar sobre o passado, mas sem distanciar-se do presente, o disco tem declamações e sons que são verdadeira liberdade criativa. Composições que afloram poesia política de forma metafórica além de reverência a natureza e ao amor.

faixas favoritas: Pra cima deles passarinho e No compasso da mãe natureza.

3-  Recomeçar

20181231_173405_0001.png

Dotado de um lirismo agridoce, Recomeçar joga com a dor e o acolhimento dos versos a todo instante, costurando tormentos intimistas, declarações de amor e conflitos que bagunçam a mente de Bernardes. Entre arranjos orquestrais, sempre precisos, a passagem direta para um mundo de sentimentos. (Na verdade, é do final de 2017, mas só ouvi esse ano)

Faixas favoritas: Ela e Recomeçar.

4- Deus é mulher

20181231_173622_0001

O título forte e quiçá provocativo, já me deixou afim de ouvir o disco – até porque o antecessor é muito bom. É um disco com espaço pra uma prosa política, crua e necessária nestes tempos. Um espaço pra debater a alma feminina, religião, sexualidade e violência urbana.

Faixas favoritas: língua solta e Deus é mulher.

5- Cavala

20181231_173842_0001

O álbum de estreia da cantora (achada no aleatórios do Spotify) é um disco sobre a alma feminina. Com um som que tem ruídos eletrônicos, pedaços de jazz e uma sensibilidade nos temas que são verdadeiros fragmentos intimistas, o disco é um universo doce e furioso.

Faixas favoritas: Tenso e Maria.

6- Tônus

20181231_174109_0001

É um disco com camadas, livre do imediatismo. O disco carrega uma vulnerabilidade, um desenrolar de canções poéticas. Sintetizadores e guitarras psicodélicas que flutuam por entre as brechas além de romantismo agridoce.

Faixas favoritas: Tônus e golpista.

7- Pra Curar

20181231_174002_0001.png
Fiquei de fazer post especial sobre, mas “quem não me conhece que me compre”, deixo aqui uma análise incrível do quadro em branco. Ouvi Tuyo pela primeira vez com “solamento” esse ano, depois no álbum do baco e só agora ouvi o primeiro álbum do trio. Guiado pelo caos urbano, crises de identidade e honestidade, o álbum é, de fato, pra curar.

Faixas favoritas: Me leva e brincadeira mais engraçada do universo.

8- Vocação

vocacao

Um disco de frações instrumentais e poéticas.  Sobre existencialismo, questões politicas e tormentos pessoais. A banda tem um estilo correnteza, como se a musica fluísse conflitante e violenta mas ainda assim terna. As ideias são arremessadas sem ordem aparentemente, mas são verdadeiros fragmentos poéticos.

faixas favoritas: frágua e midas.

 

Bônus: Conheçam a YMA music! A cantora irá lançar seu primeiro álbum ano que vem (provavelmente em janeiro), mas ela tem três clipes incríveis no YouTube e você pode ficar ansioso junto comigo. Ela é muito boa, sério. Mistura de Aurora com Mac Demarco, em português hein.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s