Resenha do livro: O grande Gatsby

Ao abrir o livro do F. Scott Fitzgerald que é um livro relativamente pequeno, na verdade, ele é curtinho mesmo. Você é levado quase que instantaneamente a fazer uma reflexão, digamos que um conselho a ser tomado por todos é exposto nas primeiras linhas. Uma tal de meritocracia precisa ser repensada, sabe? Aquela coisa de fazer prevalecer os “méritos”, quando não temos a menor condição de fazer isso.

“Sempre que tiver vontade de criticar alguém – recomendou-me -, lembre primeiro que nem todas as pessoas do mundo tiveram as vantagens que você teve.” 

Então a narrativa segue e consiste em uma história carregada de crítica social, onde você só percebe nas entre-linhas.

Retratando a sociedade americana da época, onde as pessoas eram fúteis e o dinheiro falava à frente de todas as coisas até mesmo do amor.

Gatsby o protagonista desta história, é cercado por mistério e consegue trazer uma áurea de ingenuidade, no meio de suas altas festas e de sua privilegiada posição social, tudo que Gatsby quer é reconquistar o amor de Dayse, esta que é sua ex namorada e demonstra ser uma personagem um tanto fútil também, vivendo um casamento infeliz com Tom – personagem esse que me enoja – digamos de passagem e abrindo espaço para o debate sobre adultério.

A história é narrada por Nick, um personagem sem muita visibilidade, na verdade, ele está mais para um observador nato dos fatos.

O livro tem como cenário a década de 1920, uma época onde o Jazz era a música que inundava os ambientes, o gim era a bebida nacional e a riqueza parecia estar em toda parte, festas espalhafantosas aconteciam na alta sociedade e todos queriam fazer parte. Era uma espécie de sonho americano, como se o materialismo fosse o alvo maior. E mesmo sabendo que o livro retrata comportamentos de uma sociedade tão antiga, temos consciência de que é um livro atemporal trazendo uma bagagem cultural muito interessante.

Fitzgerald em sua narrativa que é aclamada por vários críticos, apenas abriu espaço para o debate acerca da ganância e por que não do capitalismo? – fazendo um paralelo com os dias atuais.

O dinheiro é a moeda e ela tem dominado o homem. Por quanto tempo mais viveremos isso, já não estamos em 1920, ou estamos?
Bem, recomendo o livro para aqueles que são amantes dos clássicos e digo para os que não são, comecem  por esse e depois ouçam  young and beautiful da Lana Del Rey, inclusive, é trilha sonora do filme baseado no livro, um filme que também vale o tempo.

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